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Estudo dos efeitos terapêuticos do estradiol e prednisolona no pulmão de ratas submetidas a morte encefálica após a perfusão ex vivo

Processo: 21/07455-0
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado Direto
Vigência (Início): 10 de fevereiro de 2022
Vigência (Término): 09 de fevereiro de 2023
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Celular
Pesquisador responsável:Ana Cristina Breithaupt Faloppa
Beneficiário:Marina Vidal dos Santos
Supervisor no Exterior: Hendrik Gerrit Derk Leuvenink
Instituição-sede: Instituto do Coração Professor Euryclides de Jesus Zerbini (INCOR). Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa: University Medical Center Groningen (UMCG), Holanda  
Vinculado à bolsa:20/11211-6 - Estudo dos efeitos terapêuticos da associação do 17beta-estradiol e da prednisolona na inflamação pulmonar em ratas submetidas à morte encefálica, BP.DD
Assunto(s):Estradiol   Inflamação   Morte encefálica   Ratas   Imunidade inata   Transplante de órgãos

Resumo

Para muitos pacientes em estágio terminal, o transplante de órgãos é a única opção terapêutica disponível e a maioria dos órgãos são obtidos de pacientes em morte encefálica (ME). A ME leva a um processo inflamatório sistêmico associado a mudanças metabólicas, hormonais e hemodinâmicas e o pulmão é um dos órgãos mais afetados por esse processo. Estudos anteriores mostram que fêmeas apresentam um processo inflamatório mais acentuado quando comparado aos machos e transplantes realizados utilizando órgãos de doadoras em ME apresentaram piores prognósticos, o que foi associado a rápida redução dos hormônios sexuais femininos, especialmente o estradiol. A falência hipofisária decorrente da ME leva a redução de diversos hormônios, entre eles corticoides e hormônios sexuais, o que compromete a resposta do doador ao processo inflamatório. Em fêmeas, o estradiol está relacionado a liberação e ação dos corticoides. Hormônios sexuais femininos regulam os níveis de corticoides ao bloquear o feedback dos seus receptores. Além disso, estudos sugerem que ambos os hormônios agem de maneira dependente na regulação do processo inflamatório. Em estudos anteriores do nosso grupo, o tratamento com estradiol em ratas fêmeas submetidas a ME foi capaz de reduzir a inflamação pulmonar e melhorar a função cardíaca. Ainda, diversos trabalhos indicam que reposição hormonal com corticoides após a ME contribui com a melhora da qualidade de órgãos para transplante, ao melhorar o quadro hemodinâmico do paciente e reduzir a inflamação. Outra alternativa para aumentar o número de pulmões disponíveis para transplante é a recuperação de órgãos por meio da técnica de perfusão ex vivo. A técnica de perfusão ex vivo pulmonar foi usada primeiramente para avaliar a qualidade dos órgãos, mas agora permite que órgãos considerados marginais sejam tratados e se tornem disponíveis para transplante. Poucos estudos mostraram o uso de terapia hormonal na perfusão. Nesse sentido, levando em consideração as ações anti-inflamatórias dos corticoides e do estradiol, e os resultados positivos que ambos os hormônios apresentam na inflamação pulmonar decorrente da ME, nosso objetivo é investigar o tratamento com estradiol e corticoide na perfusão pulmonar ex vivo, a fim de melhorar a qualidade de órgãos considerados marginais. (AU)

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