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Territórios indígenas no contexto da crise climática global: geopolítica do carbono, serviços ecossistêmicos e autonomias indígenas na Amazônia brasileira

Processo: 21/06827-0
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Vigência (Início): 30 de dezembro de 2021
Vigência (Término): 27 de junho de 2022
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Geografia - Geografia Humana
Pesquisador responsável:Larissa Mies Bombardi
Beneficiário:Fábio Márcio Alkmin
Supervisor no Exterior: Samuel Halvorsen
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa: Queen Mary University of London, Inglaterra  
Vinculado à bolsa:18/22226-4 - Emergências indígenas e autonomias territoriais na Pan-Amazônia: um panorama etnoterritorial, BP.DR
Assunto(s):Crise climática   Serviços ambientais   Amazônia   Autonomia   Indígenas   Geopolítica   Carbono

Resumo

O presente projeto de estágio internacional se incorpora à pesquisa de doutorado "Autonomias indígenas na Amazônia brasileira: um panorama socioterritorial" (2018/22226-4). O objetivo geral do estágio BEPE é a análise crítica dos atuais mecanismos de precificação e comercialização de créditos de carbono em territórios indígenas, no âmbito das políticas de mitigação às alterações climáticas globais. Analisando criticamente o debate sobre a financeirização do clima e da natureza, buscaremos compreender os interesses e contrapartidas envolvidos no crescente apoio internacional, especialmente europeu, aos projetos de conservação de Terras Indígenas na Amazônia Legal. A partir da análise de experiências em andamento, inclusive em países na África e Ásia, investigaremos as linhas de tendência de comercialização do carbono, visando compreender os potenciais impactos desta commodity à autonomia e à gestão territorial dos povos indígenas amazônicos. A reflexão sobre este fenômeno se faz urgente pela centralidade cada vez maior da Amazônia na agenda climática internacional, visto que a região estoca cerca de 20% de todo o carbono contido na vegetação terrestre do planeta. Para além da perspectiva teórica ou analítica, fundamental para o fortalecimento de novas e urgentes temáticas aos estudos da Geografia brasileira, acreditamos que este estágio possui o potencial de contribuir com elementos críticos à criação e/ou revisão de políticas públicas a respeito, inclusive dando maiores subsídios teóricos e analíticos para as organizações indígenas e a sociedade civil brasileira se posicionarem criticamente a respeito. (AU)

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