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Uma nova vacina baseada em nanopartículas contra SARS-CoV-2 estruturada em um amilóide nanomimético para liberação controlada do antígeno

Processo: 21/08528-0
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 29 de dezembro de 2021
Vigência (Término): 28 de junho de 2022
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Microbiologia Aplicada
Pesquisador responsável:Luis Carlos de Souza Ferreira
Beneficiário:Marianna Teixeira de Pinho Favaro
Supervisor no Exterior: Neus Ferrer-Miralles
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa: Universitat Autònoma de Barcelona (UAB), Espanha  
Vinculado à bolsa:20/10700-3 - Desenvolvimento de nanovacinas SAPN contra SARS-CoV-2 utilizando os antígenos estruturais S e N, BP.PD
Assunto(s):COVID-19   Nanopartículas   Nanovacinas   SARS-CoV-2   Vacinas   Amiloide

Resumo

A pandemia de COVID-19 tem sido uma situação sem precedentes no que diz respeito à sua rápida propagação e às perdas econômicas associadas. Desde o final de 2019, quando surgiu pela primeira vez, o SARS-CoV-2 já causou milhões de mortes em todo o mundo e, apesar dos esforços de vacinação, continua a avançar. Embora várias vacinas já estejam disponíveis comercialmente, elas ainda enfrentam várias limitações que abrem espaço para o desenvolvimento de alternativas mais inteligentes e seguras. Aqui, propomos o uso de duas tecnologias combinadas para aprimorar formulações vacinais contra SARS-CoV-2. Primeiro, vamos empregar o conceito de nanopartículas proteicas com capacidade de automontagem (Self Assembling Protein Nanoparticles, ou SAPN), visando estruturar a proteína Spike e fragmentos da mesma em estruturas multiméricas tridimensionais que imitam padrões moleculares associados a patógenos e aumentam as respostas humorais. Em segundo lugar, essas chamadas nanovacinas serão ainda quimicamente modificadas pela adição de cátions divalentes para induzir a formação de amilóides funcionais que atuam como grânulos secretores. Esses materiais, atuando como depósitos, permitirão uma liberação controlada de antígenos em nanoescala in vivo. A produção de SAPN e amiloides será otimizada e caracterizada quanto ao tamanho e morfologia, e os antígenos nanoestruturados liberados também serão monitorados e avaliados. Os grânulos secretores serão administrados por via subcutânea em camundongos BALB/c em regime de vacinação prime/boost e os soros serão coletados para avaliação das respostas humorais. Espera-se que os anticorpos produzidos tenham uma forte capacidade de neutralização de vírus in vitro e que confiram proteção a um desafio letal de camundongos suscetíveis que expressam ACE-2. Este projeto representa a oportunidade não apenas de desenvolver uma formulação de vacina eficiente contra SARS-CoV-2, mas também de desenvolver e aperfeiçoar formulações de nanovacinas que podem ser aplicadas a qualquer doença infecciosa. (AU)

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