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A jeunesse dorée de Sérgio Buarque de Holanda

Processo: 20/08462-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2021
Vigência (Término): 31 de maio de 2024
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Sociologia - Outras Sociologias Específicas
Pesquisador responsável:Leopoldo Garcia Pinto Waizbort
Beneficiário:Vinícius Madureira Maia
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Intelectuais

Resumo

Jeunesse dorée é uma locução secular com a qual, em 1955, Guerreiro Ramos houve por bem designar determinados homens de letras no Rio de Janeiro, cujos livros vieram a lume por ocasião da Revolução de 1930, como resposta aos seus desdobramentos. Em que pese ao seu hoje longo alheamento, tais escritores, no seu gênero, pautavam o debate intelectual na vida pública do país. Embora destacasse apenas três sujeitos representativos, Ramos advertia que, ao longo da Era Vargas, muitos outros se situaram do mesmo modo, apresentando os temas ditos elementares da obra intelectual da jeunesse dorée, a saber: interpretação dos problemas pátrios em termos de psicologia nacional; redução do problema político a um problema moral; salvação do país pelos intelectuais e as elites; entre outros. Circunscrito à atual tendência acadêmica internacional voltada ao desenvolvimento de intelectuais e artistas em sua juventude, a fim de melhor conceber ou rever ideias, momentos ou personagens históricos, o projeto pretende averiguar, a partir do escrutínio de sua formação, bem como de sua produção ao longo das décadas de 1920 e 1930 (material significativo, praticamente inexplorado ou até inédito), se e como o jovem Sérgio Buarque de Holanda teria compartido, no Rio de Janeiro e na Berlim de então, tanto a visão dorée de mundo, quanto o ideário do maurrasismo e de certa corrente da renovação reacionária do idealismo objetivo alemão. Em linhas gerais, investiga-se a configuração que um intelectual da primeira metade do séc. XX no Brasil formava "em sua interdependência com outras figuras sociais da época", nas palavras de um sociólogo alemão. (AU)

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