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Os efeitos dos microplásticos na fisiologia de crustáceos marinhos, diádromos e dulcícolas de interesse econômico

Processo: 21/08500-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de outubro de 2021
Vigência (Término): 30 de setembro de 2022
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia
Pesquisador responsável:Alessandra da Silva Augusto
Beneficiário:Héllen Siqueira Leite
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB-CLP). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus Experimental do Litoral Paulista. São Vicente , SP, Brasil
Assunto(s):Fisiologia animal   Ecossistemas aquáticos   Ambiente aquático   Microplásticos   Espectrometria de massas

Resumo

Os microplásticos estão presentes em todos os ambientes aquáticos, desde o marinho até a água doce. Estudos iniciais têm mostrado que estes contaminantes podem afetar vários aspectos da biologia dos animais como a morfo-fisiologia das brânquias e intestino, crescimento, reprodução e ser uma via de transporte de outros contaminantes, como os metais, para dentro do corpo dos organismos. No entanto, ainda são escassas as informações sobre seus efeitos na biologia dos organismos e não se sabe se os danos são semelhantes em espécies que vivem nos diferentes ecossistemas aquáticos. Portanto, o objetivo deste projeto é comparar os efeitos dos microplásticos na fisiologia de crustáceos de interesse econômico e que habitam o ambiente marinho (o camarão Litopenaeus vannamei) e dulcícola (o camarão Macrobrachium potiuna), bem como de uma espécie que migra entre a água doce e salobra (o camarão diádromo, Macrobrachium amazonicum). Será investigada uma malha de mecanismos fisiológicos (metabolismo, índice hepatossomático, tipo de substrato energético oxidado, excreção de amônia e osmorregulação) nos animais expostos durante 10 dias a diferentes concentrações de microplásticos do tipo glitter (0,4mg/L, 4mg/L e 40 mg/L). Animais controles serão mantidos nas mesmas condições, mas em água sem microplásticos. A composição do microplástico será determinada por pirólise acoplada à espectrometria de massa. Os camarões serão mantidos nas salinidades onde podem ser encontrados na natureza: M. potiuna será mantido em água doce (d0,5S), M. amazonicum em água doce ou salobra (10S e 20S) e L. vannamei em água salobra ou marinha (20S, 30S e 35S). Em uma das espécies, o camarão L. vannamei, também será avaliada a fisiologia da espécie mantida em água sem microplástico após ser exposto por um período de 10 dias à água contaminada a fim de descobrirmos se os animais podem recuperar sua homeostase após a exclusão do contaminante. O conhecimento sobre aspectos da fisiologia é importante porque pode alertar sobre as alterações ambientais causadas por poluentes e que podem alterar a biodiversidade, o cultivo e a pesca de espécies de interesse econômico. (AU)

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