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Experiências emocionais associadas à entrada no protocolo de tratamento com Clozapina relatadas por pacientes com Esquizofrenia atendidos em ambulatório especializado universitário: um estudo clínico-qualitativo

Processo: 21/08084-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de outubro de 2021
Vigência (Término): 30 de setembro de 2022
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Psiquiatria
Pesquisador responsável:Egberto Ribeiro Turato
Beneficiário:João Batista Alves dos Santos
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Psicologia médica   Esquizofrenia   Regulação emocional   Clozapina   Análise qualitativa   Análise de conteúdo   Entrevista   Estudo clínico

Resumo

A compreensão psicológica/emocional de pacientes perante o rigor protocolar de introdução de novos medicamentos é um permanente desafio aos profissionais clínicos e esteve erroneamente subalterno nas discussões científicas. O contato com o universo dos significados mentais e culturais possibilita confluência de linguagens e consequente adesão desejada e esclarecida de pacientes e população a medidas terapêuticas e preventivas. A Esquizofrenia é um distúrbio psiquiátrico grave, incapacitante e que reduz significativamente a expectativa de vida do paciente. A literatura relata que pacientes com esquizofrenia apresentam redução da capacidade de manter relacionamentos sociais, de sustentar o emprego e de viver de modo independente, evidenciando que o correto entendimento dos significados ocultos nas falas de seus pacientes é fundamental no estabelecimento de consonância e compromisso essenciais no tratamento do transtorno psiquiátrico. Dessa forma, entender o jogo dos simbólicos do adoecer e do cuidar é de extrema importância para se ter sucesso clínico. Cerca de 30% dos pacientes com Esquizofrenia não responderão ao uso de antipsicóticos de primeira e segunda geração. A incapacidade de responder a dois antipsicóticos diferentes, em doses terapêuticas e por uma duração suficiente significa que uma pessoa preenche os critérios para resistência ao tratamento. A única medicação com eficácia comprovada neste subgrupo de pacientes com Esquizofrenia Resistente ao Tratamento (ERT) é a Clozapina. Dentre os efeitos colaterais advindos dessa medicação se encontram: agranulocitose, sedação, ganho de peso, constipação, hipersalivação e raramente miocardite e cardiomiopatia. A granulocitopenia pode se manifestar pela neutropenia ou agrunolocitose. Por essa razão é necessário realizar a coleta de sangue frequente para monitorar esses glóbulos, o qual é o fator disparador para esse estudo. Objetivo: explorar e interpretar significados emocionais/simbólicos atribuídos ao protocolo de introdução da clozapina sob seguimento ambulatorial universitário especializado. Participantes e método: (a) Amostra construída intencional e sequencialmente, por encaminhamento dos médicos do ambulatório de Psiquiatria do HC-Unicamp; e fechada por saturação de informações teóricas. (b) Será utilizado o Método Clínico-Qualitativo - abordagem investigativa humanística desenvolvida para settings assistenciais. Mote: "O Método Clínico-Qualitativo (MCQ) nasce da Clínica e retorna à Clínica". (c) Emprego da técnica da Entrevista Semidirigida de Questões Abertas em Profundidade; além de observações livres, complementares, na coleta das falas dos participantes. (d) Operacionalização em campo precedida por fase de aculturação e ambientação para promover inserção do pesquisador ao setting assistencial escolhido, bem como à linguagem dos futuros entrevistados. (e) O tratamento dos dados será feito pela Análise de Conteúdo Clínico-Qualitativa. Resultados esperados: (a) conclusões publicadas deverão contribuir para maior entendimento das representações emocionais do problema por parte de consumidores da literatura científica, melhorando a relação profissional-paciente e permitindo orientações claras e eficazes a pacientes e familiares, aumentando, dessa forma, a adesão a tratamentos clínicos individuais e a programas coletivos e preventivos. (b) também o retorno imediato de interpretações de conteúdos à equipe local deverá trazer benefícios aos tratamentos da população ambulatorial. (AU)

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