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Marcadores precoces de desfechos cardiovasculares desfavoráveis de pacientes internados por COVID-19 e acompanhados ao longo de 3 meses

Processo: 21/05355-8
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de setembro de 2021
Vigência (Término): 31 de agosto de 2022
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Meliza Goi Roscani
Beneficiário:Glieb Slywitch Filho
Instituição Sede: Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Assunto(s):Cardiologia   Doenças cardiovasculares   Comorbidade   Arritmias cardíacas   Pandemias   COVID-19   Infecções por Coronavirus   SARS-CoV-2   Vigilância pós-alta hospitalar
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Arritmias cardíacas | Clínica Médica | Covid-19 | insuficiências cardíacas | Pandemia | Sars-Cov 2 | Saúde | Cardiologia

Resumo

Pacientes com COVID-19 idosos ou com conhecidas doenças cardiorrespiratórias apresentam pior evolução da doença quando comparados a indivíduos jovens saudáveis. Distúrbios do ritmo cardíaco e alteração de marcadores de necrose miocárdica também tem sido prevalentes nos pacientes internados pela doença e ainda é desconhecida a evolução do ponto de vista cardiovascular desses pacientes ao longo do tempo. Há dúvida se essas alterações podem persistir ao longo da evolução desses pacientes e se há correlação com desfechos desfavoráveis. Objetivos: (i) Avaliar parâmetros clínicos, laboratoriais, eletrocardiográficos e ecocardiográficos que possam associar-se com uma evolução cardiovascular desfavorável ao longo de 3 meses de seguimento em pacientes internados em consequência de infecção por COVID-19. (ii) Acompanhar os pacientes que foram internados com diagnóstico confirmado de COVID-19 e que receberam alta hospitalar por um período de 3 meses pós alta, com objetivo de determinar as consequências cardiovasculares da doença durante esse período de observação. Métodos: Estudo clínico prospectivo observacional e longitudinal com aproximadamente 50 pacientes, com 18 ou mais anos de idade diagnosticados e internados no Hospital Universitário da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) com a infecção pelo COVID-19. Todos os pacientes incluídos serão avaliados clinicamente quanto a sintomas compatíveis com a COVID-19. Para investigação cardiovascular, todos os pacientes com diagnóstico confirmado de COVID-19 serão avaliados para a presença de comorbidades, fatores de risco cardiovasculares, uso de medicações e cardiovasculares agudos. Todos os participantes do estudo serão submetidos no momento da internação a exames laboratoriais e à eletrocardiograma de 12 derivações. Os pacientes que sobreviverem ao período agudo de infecção pela COVID-19 serão acompanhados periodicamente e com 1 e 3 meses da alta hospitalar, com objetivo de se determinar a presença de sequelas ou de comprometimento cardiovascular pós infecção pela COVID-19. Para isso, os pacientes serão submetidos a avaliação clínica periódica e aos seguintes exames complementares com 1 e 3 meses: eletrocardiograma, ecocardiograma transtorácico, questionário de qualidade de vida e exames laboratoriais. Serão considerados desfechos desfavoráveis: a presença de disfunção diastólica e/ou sistólica sem diagnóstico prévio à infecção, a persistência de alterações eletrocardiográficas diagnosticadas na admissão, reinternação ou morte por qualquer causa nos 3 meses de seguimento. A caracterização dessa amostra será realizada por uma análise estatística descritiva dos dados clínicos e laboratoriais obtidos durante todo o período de internação dos pacientes. Será realizada análise estatística para determinação de marcadores clínicos, laboratoriais e de exames complementares que se correlacionaram com desfechos clínicos desfavoráveis na internação e após 3 meses de estudo. Resultados esperados: Espera-se que pacientes com distúrbios do ritmo no eletrocardiograma de admissão e/ou troponina elevada com ou sem sintomas de palpitação possam ter evolução mais desfavorável quando comparados a pacientes sem essas alterações. Espera-se que pacientes que apresentem hipoxemia mais grave, maior comprometimento do parênquima pulmonar na admissão hospitalar ou aqueles que necessitem de intubação orotraqueal e ventilação mecânica durante a internação apresentem comprometimento da função pulmonar em 3 meses pós alta hospitalar. (AU)

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