Busca avançada
Ano de início
Entree

Cartografia das controvérsias: a polarização do debate sobre o futuro do Minhocão

Processo: 20/15120-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de outubro de 2021
Vigência (Término): 30 de setembro de 2023
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Arquitetura e Urbanismo
Pesquisador responsável:David Moreno Sperling
Beneficiário:Gabriela Romano López
Instituição-sede: Instituto de Arquitetura e Urbanismo de São Carlos (IAU). Universidade de São Paulo (USP). São Carlos , SP, Brasil
Assunto(s):Espaço público

Resumo

A possibilidade concreta de transformação da paisagem urbana do Elevado João Goulart - popularmente conhecido por Minhocão - e seu entorno imediato, estabelecida pelo Plano Diretor Estratégico de São Paulo em 2014, por meio do art. 375, mobilizou a opinião pública e de especialistas em torno do debate sobre o futuro do Elevado. Além de desencadear um acirramento da disputa pelo seu futuro no âmbito das práticas sociais e da administração pública, também provocou mudanças significativas quanto aos novos sentidos simbólicos dados à estrutura no imaginário da cidade. A confluência de agentes, discursos, articulações e mudanças socioespaciais envolvidos nessa disputa permite que o Minhocão se apresente como local privilegiado para refletir sobre os fenômenos urbanos contemporâneos. Assim, com base nos preceitos da Teoria Ator-Rede, através do método da Cartografia das Controvérsias, pretende-se analisar os agenciamentos espaciais e sociais produzidos pelas redes sociotécnicas que sustentam o debate polarizado sobre o futuro do Minhocão, identificando nuances, convergências e divergências que existem entre essas posições na conformação de imaginários e discursos sobre a cidade de São Paulo, e seus engendramentos com os processos concretos de produção da cidade. Entendendo a prática cartográfica enquanto prática político-crítica para compreensão da realidade, a pesquisa almeja trazer para o primeiro plano os dissensos, questionando narrativas hegemônicas e corroborando para leituras outras do território em disputa, e refletir tanto sobre os imaginários urbanos que têm sido produzidos, quanto sobre as potencialidades e limites da cartografia enquanto dispositivo tecnopolítico de espacialização da informação - que permite a emergência de representações, imaginações coletivas e proposições territoriais.

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre a bolsa:
Matéria(s) publicada(s) em Outras Mídias (0 total):
Mais itensMenos itens
VEICULO: TITULO (DATA)
VEICULO: TITULO (DATA)