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Fatores de riscos associados ao uso experimental de álcool na adolescência

Processo: 21/01102-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2021
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2024
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Psicologia - Psicologia Fisiológica
Pesquisador responsável:Ana Regina Noto
Beneficiário:Marília Ignácio de Espíndola
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Modelagem de equações estruturais   Psicobiologia

Resumo

A quantidade de bebida alcoólica ingerida que caracteriza a "experimentação" ainda não é consensual. Estudos internacionais sugerem que a Experimentação de Primeiro Gole (EPG, do inglês sipping), na infância tardia e início da adolescência é um indicador de problemas com o uso de álcool mais tarde na vida, associado a desfechos pessoais e sociais negativos. Todavia, verifica-se escassez de estudos na literatura sobre fatores de risco para a susceptibilidade à EPG. Ainda, pesquisas no Brasil sobre experimentação de álcool não fornecem dados a respeito da EPG, pois não definem qual a quantidade de bebida alcoólica consiste em "experimentação". O objetivo desse estudo é explorar fatores de riscos biopsicossociais associados à EPG, considerando o nível de caos no microssistema familiar, influência dos pares e de condições socioeconômicas, bem como características individuais como impulsividade, estatus puberal e estágio puberal relativo ao dos pares de mesma idade. A presente proposta está vinculada a dois projetos temáticos: um que explora fatores biopsicossociais associados à autorregulação do comportamento na adolescência e outro que propõe intervenções para redução de uso de álcool. O estudo de comportamentos relativos ao consumo de álcool na adolescência tem sido considerado de fundamental importância, já que o abuso em padrões de consumo típicos dessa faixa etária, como o beber pesado episódico, tem preocupado cada vez mais as autoridades, escolas e familiares por terem se tornado cada vez mais comuns no Brasil e no mundo. Além disso, o presente estudo é pioneiro em analisar o papel do microambiente familiar, mensurado pela escala CHAOS, no contexto do microssistema e incluir as interações com mesossistema e exossistema que será validado para uso no Brasil. Esse estudo tem o recorte transversal e utilizará metodologias quantitativas em uma primeira fase, com dados já coletados de um projeto temático (280 adolescentes com desenvolvimento típico de ambos os sexos) entre 9 a 15 anos de ambos os sexos de escolas públicas e privadas da cidade de São Paulo. Metodologicamente será proposto a construção de modelagem de equações estruturais que consideram variáveis do desenvolvimento puberal, impulsividade, microambiente familiar e nível/risco socioeconômico, entre outros, como possíveis fatores de risco à inicialização precoce à EPG, bem como indicativos de um aumento de consumo de álcool no início da adolescência, fase que ocorre a puberdade. Também será empregada análises utilizando o método de quadrados mínimos parciais (Partial Least Square) procurando formar índices latentes que combinam vários fatores de risco que apresentam variância compartilhada em relação à associação com a EPG. Uma vez identificados esses índices latentes, é possível determinar se estão ou não associados à EPG e/ou a uso mais pesado de bebidas alcoólicas em diferentes contextos. Também será utilizada Análise Fatorial Confirmatória para validação da Escala CHAOS ao Brasil. Afim de fornecer subsídios para ações preventivas em saúde, este projeto também fundamenta uma etapa essencial para elaboração de uma proposta de intervenção preventiva. Seguindo a metodologia de estrutura de pesquisa e intervenção, a presente proposta consiste na fase de notificação por meio do levantamento de dados bibliográficos sobre EPG somada a técnicas de metodologia qualitativa com adolescentes e/ou pais ou responsáveis para elaboração de ações preventivas. (AU)

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