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Primitivismo no impasse entre modernidade e tradição: perspectivas comparadas

Processo: 21/04635-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2021
Vigência (Término): 29 de fevereiro de 2024
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Artes - Fundamentos e Crítica das Artes
Pesquisador responsável:Sônia Salzstein Goldberg
Beneficiário:Janaina Nagata Otoch
Instituição-sede: Escola de Comunicações e Artes (ECA). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Alteridade   Modernidade   Modernismo   Modernismo no Brasil   Tradição

Resumo

Este projeto centra-se na discussão da noção de "primitivismo" na arte moderna, interrogando seus diferentes significados no debate artístico e cultural europeu e no modernismo brasileiro, de 1860 a 1930. Visando traçar uma compreensão abrangente do problema tal como formulado pela historiografia consolidada sobre arte moderna e pela literatura geral sobre arte, deve dedicar-se, por um lado, à análise de escritos que primeiro identificaram o "primitivismo" como importante vetor da arte e do debate artístico dos séculos XIX e XX. Complementarmente, o projeto examinará as sucessivas críticas que estudos recentes reservaram à noção de "primitivismo", visando trazer à tona as contradições que perpassam a apropriação, por parte de artistas no Ocidente, de objetos produzidos por culturas não-europeias e, mais amplamente, indagar a recorrência das figuras do "primitivo" na arte produzida no período assinalado. Em busca de um quadro interpretativo amplo, o projeto se voltará também às manifestações do "primitivismo" no Brasil, destinando especial atenção à produção da década de 1920, quando a palavra começa a circular no ambiente cultural de forma mais recorrente, bem como à análise e interpretação da obra de Tarsila do Amaral. Trabalhamos com a hipótese de que a noção de "primitivo", no Brasil, imbrica-se - de um modo distinto do que ocorre no caso europeu - em um impasse entre "tradição" e "modernidade", "atraso" e "progresso", "identidade" e "alteridade", "nacional" e "estrangeiro", revelando aspectos que não foram suficientemente explorados por estudos que propuseram reavaliar a noção de "primitivismo" no meio de arte. Assim, buscamos contribuir com o debate que coteja modernidade europeia e modernismo no Brasil, sem perder de vista a relação entre a produção artística e a questão da identidade nacional na história do modernismo brasileiro. (AU)

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