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Restaurando ecossistemas neotropicais secos: seria a composição funcional das plantas a chave para o sucesso?

Processo: 21/09366-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de setembro de 2021
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2023
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Ecologia
Convênio/Acordo: NERC, UKRI
Pesquisador responsável:Rafael Silva Oliveira
Beneficiário:Larissa da Silveira Verona
Instituição-sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:19/07773-1 - Restaurando ecossistemas neotropicais secos - seria a composição funcional das plantas a chave para o sucesso?, AP.TEM
Assunto(s):Ecologia vegetal   Restauração ecológica   Cerrado   Florestas tropicais   Mudança climática   Biodiversidade

Resumo

Florestas tropicais secas e savanas (TDFS) representam 34% da área territorial do Brasil e contem >50% de sua diversidade de plantas. Entretanto, <10% das florestas secas e <20% das savanas encontram-se intactos, e apenas 1,2% das matas secas e 7,5% das savanas protegidas. Mais de 100 milhões de pessoas vivem nas regiões ocupadas pelas TDFS no Brasil e dependem de seus serviços ecossistêmicos essenciais: provisão de alimentos, atividades econômicas diversas, bem-estar social e segurança hídrica. Além disso, a resiliência das TDFS tem sido questionada por modelos globais, sugerindo que o aumento na frequência e intensidade de secas ameaçam a integridade desses ecossistemas. Logo, é fundamental que a resiliência a longo prazo das TDFS seja melhor compreendida para facilitar sua restauração. O objetivo principal desse projeto e avaliar a relação entre a composição funcional e o sucesso da restauração de TDFS, a fim de melhorar as políticas de restauração de florestas secas e savanas (TDFS) no Brasil e facilitar a criação de TDFS que sejam resilientes a mudanças climáticas. Nós desenvolveremos uma melhor compreensão sobre como a diversidade funcional na escala de comunidade está relacionada com: 1) diversidade taxonômica e filogenética; II) resistência e resiliência dos ecossistemas a mudanças ambientais em áreas de TDFS restauradas. Mediante o estudo de várias estratégias de restauração em TDFS, e em colaboração com o ministério do meio ambiente e agricultura, nós pretendemos desenvolver novos conhecimentos científicos que poderão embasar a criação de novas políticas de restauração ecológica no Brasil. Nós alcançaremos esses objetivos mediante o uso de atributos funcionais de plantas para entender como criar ecossistemas TDFS que sejam resilientes a extremos climáticos, maximizando a probabilidade de sucessos de projetos de restauração a longo prazo sob climas atuais e futuros. Nós testaremos cinco hipóteses principais, usando métodos científicos de ponta, que levarão a resultados científicos de alto impacto e de relevância global, além de mudanças significativas nas políticas de restauração do Brasil: H1: diversidade taxonômica e filogenética máximas não são sinônimos de diversidade funcional máxima e alta resistência em comunidades TDFS restauradas. H2: o sucesso de restauração varia de acordo com a estratégia de restauração devido a mudanças na diversidade e composição funcional. H3: restaurar comunidades vegetais mais resistentes a seca reduz o risco de desertificação e invasão de espécies exóticas. H4: gramíneas invasoras exóticas reduzem a resistência de TDFS a seca. H5: maior resistência a extremos climáticos atuais aumenta a resiliência a mudanças climáticas futuras. (AU)

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