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Estudo in vitro e in vivo de complexos fosfínicos de Ru(II) com atividades anticancerígenas

Processo: 21/01787-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2021
Vigência (Término): 31 de agosto de 2023
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Química - Química Inorgânica
Pesquisador responsável:Alzir Azevedo Batista
Beneficiário:Marcos Vinícius Palmeira de Mello
Instituição-sede: Centro de Ciências Exatas e de Tecnologia (CCET). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Assunto(s):Química bioinorgânica   Compostos de coordenação   Rutênio   Antineoplásicos   Bifosfina   Neoplasias mamárias   Citotoxicidade   Citometria de fluxo   Morte celular   Western blotting

Resumo

Complexos metálicos são considerados um importante recurso no desenvolvimento de fármacos anticâncer, como a cisplatina, que representa um dos agentes mais utilizados no tratamento do Câncer, com alto índice de cura, mas alta toxicidade para os rins e um crescente número de casos de resistência. Em vista disto, compostos baseados em metais de transição têm sido estudados como agentes antitumorais e antimetastáticos potenciais e dentre eles destacam-se os compostos de rutênio. Com isso, estudos sobre o mecanismo de ação destes complexos se tornam importantes para que se possa definir seu real potencial clínico, contribuindo para o desenvolvimento de um possível novo fármaco antitumoral. O Câncer de Mama é o que mais afeta as mulheres no Brasil e no mundo. Entre os tipos de Câncer de Mama, o Triplo Negativo (TN), que não expressa nenhum receptor hormonal, corresponde a 20% dos casos e apresenta recidivas em três anos, em média. Buscas por novos medicamentos para o tratamento dos tumores TN que apresentem menores efeitos colaterais, sejam mais eficazes e causem menos resistência são fundamentais para o tratamento dessa doença. Estudos preliminares relataram alta citotoxicidade dos complexos de rutênio com formula geral [Ru(N-S)(dppe)2]PF6 onde dppe= 1,2'-bis(difenilfosfina)etano e N-S = (Hmtz) 2-mercaptotiazolina; (Hmmi) mercapto-1-metilimidazol; (Hdamp) 4,6-diamino-2-mercaptopirimidina; contra a linhagem de células tumorais de mama MCF-7 e TN MDA-MB-231 e uma menor citotoxicidade sobre células não-tumorais. Estes complexos apresentaram atividade não mutagênica por meio do teste de Ames e do micro núcleo, com e sem metabolização. Além de inibirem a atividade da enzima topoisomerase IB, a qual está presente em grande quantidade em células cancerosas. Portanto, visando determinar o potencial destes complexos como quimioterápicos antitumorais e avaliar a influência da bifosfina, os objetivos desse trabalho se fundamentam em sintetizar novos complexos contendo na esfera de coordenação a bifosfina dppm (1,1'-bis(difenilfosfina)metano), estudar a interação destes com as biomoléculas (DNA e HSA) e avaliar a citotoxicidade destes novos compostos, assim como, a dos compostos contendo a bifosfina dppe, utilizando linhagens celulares de Câncer de Mama Triplo-Negativo (MDA-MB-231, humana e 4T1, murino) para ensaios in vitro e in vivo. Serão realizados estudos do mecanismo de morte celular usando o ensaio de marcação com iodeto de propídio por citometria de fluxo; do potencial de membrana mitocondrial, do ciclo celular por citometria de fluxo e do perfil de proteínas envolvidas no processo de morte celular pela técnica de Western blotting. Os dois compostos mais promissores serão selecionados para estudos em camundongos com tumores xenoenxerto de mama, utilizando-se a linhagem TN MDA-MB-231 em camundongo nude, e a linhagem 4T1 em camundongos Balb-c, avaliando-se a progressão do tumor e a formação de metástases. (AU)

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