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Sistemática Morfológica e Molecular e Biogeografia de aranhas Mygalomorphae da Mata Atlântica

Processo: 21/08307-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de agosto de 2021
Vigência (Término): 31 de julho de 2022
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Zoologia - Taxonomia dos Grupos Recentes
Pesquisador responsável:José Paulo Leite Guadanucci
Beneficiário:Heloísa Fernanda Silvério
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Rio Claro. Rio Claro , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:17/11985-9 - Sistemática morfológica e molecular e biogeografia de aranhas Mygalomorphae da Mata Atlântica, AP.BTA.JP
Assunto(s):DNA   Filogenia   Taxonomia

Resumo

As aranhas Mygalomorphae estão atualmente divididas em 16 famílias. No território brasileiro, as aranhas Mygalomorphae estão representadas por 11 famílias: Actinopodidae, Barychelidae, Ctenizidae, Cyrtaucheniidae, Dipluridae, Idiopidae, Mecicobothriidae, Microstigmatidae, Nemesiidae, Paratropididae e Theraphosidae. As aranhas migalomorfas apresentam grande uniformidade morfológica, o que ocasiona grande dificuldade no estabelecimento de caracteres e, consequentemente, nas homologias. Ademais, os métodos tradicionais de delimitação de espécies são baseados em morfologia, e, em muitas situações, apenas um sistema de características é utilizado, estando restrita a pequenos detalhes, que muitas vezes, são difíceis de quantificar. As migalomorfas apresentam uma limitada capacidade de dispersão, geralmente sedentárias e com grande fidelidade ao local de estabelecimento do refúgio. Todos esses ingredientes tornam o reconhecimento de espécies e estudos de relacionamento filogenético tarefas bastante desafiadoras, que exigem a integração de diferentes linhas de evidência. Por outro lado, a baixa capacidade de dispersão torna essas aranhas susceptíveis a divergência populacional e, em última instância, à especiação por vicariância ou divergência parapátrica, constituindo ótimos objetos para estudos biogeográficos. Estudos recentes com opiliões e anuros apontam a porção sul e sudeste da Mata Atlântica como um grande mosaico de áreas de endemismo. Buscamos compreender a significância de caracteres morfológicos e moleculares em estudos de sistemática para Mygalomorphae, versando sobre o limite entre as espécies e como se integram as duas linhas de evidência, além de contribuir para o conhecimento acerca da evolução da biota da Mata Atlântica da região em questão. Para tal, destaco alguns gêneros, que apresentam distribuições coincidentes na Mata Atlântica das regiões Sul e Sudeste do Brasil, e que serão explorados com o desenvolvimento da presente proposta: Vitalius Lucas, Silva e Bertani, 1993, Grammostola Simon, 1892, Rachias Simon, 1892, Homoeomma Ausserer, 1871, Prorachias Mello-Leitão, 1924 e Pycnothele Chamberlin, 1917. A variedade de metodologias da proposta (morfologia, molecular e biogegrafia) possibilita a adoção de subprojetos com temas complementares. Cada um dos gêneros incluídos no projeto será abordado sob o contexto morfométrico, molecular e biogeográfico. Dessa forma, a intenção é engajar alunos de graduação, pós-graduação e pesquisadores nos diferentes temas, para que cada um deles desenvolva seus estudos em temas específicos e contribuam com o grupo que será formado.

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