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As associações entre a microbiota vaginal na gestação, a microbiota do recém-nascido e adiposidades fetal e neonatal

Processo: 20/15365-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2021
Vigência (Término): 31 de agosto de 2023
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Nutrição
Pesquisador responsável:Patricia Helen de Carvalho Rondó
Beneficiário:Natália Pinheiro de Castro
Instituição-sede: Faculdade de Saúde Pública (FSP). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:15/03333-6 - Relação entre adiposidade materna e adiposidade do concepto nos períodos fetal, neonatal e no primeiro ano de vida: estudo prospectivo de base populacional, AP.TEM
Assunto(s):Desenvolvimento fetal   Mães   Microbiota   Obesidade   Recém-nascido

Resumo

O sobrepeso e a obesidade compõem o maior fator de risco para as doenças crônicas não transmissíveis, maior causa de mortalidade em países desenvolvidos e em desenvolvimento.Quando a homeostase do peso corporal é desregulada pelo aumento da ingestão energética, e, consequentemente, aumento do tecido adiposo, vias metabólicas também são alteradas, caracterizando um ambiente interno mais suscetível ao desenvolvimento de doençascrônicas. Mais recentemente, o excesso de peso vem sendo associado a alterações nas colônias da microbiota intestinal, e, manipulações dessas colônias, vêm sendo estudadas como potenciais tratamentos para a obesidade e suas comorbidades. A colonização do intestino por bactérias pode ter início no útero, uma vez que há evidências indicando a presença de bactérias da vagina e intestino materno nos tecidos fetais. Sendo assim, é importante entender as diferenças da microbiota intestinal de recém-nascidos, bem como sua relação com a adiposidade, além de elucidar a importância da microbiota vaginal para a composição de microrganismos no intestino do recém-nascido. A ideia de que doenças crônicas podem ter início durante o desenvolvimento embrionário e vida precoce (infância) não é nova (Teoria da Origem Desenvolvimentista da Saúde e da Doença) e as relações da microbiota vaginal durante a gestação, e a microbiota intestinal dos recém nascidos, e adiposidades fetal e neonatal podem expor achados importantes para a prevenção daobesidade. Como parte de dois projetos em andamento e financiados pela FAPESP, serão recrutadas 100 gestantes adultas com idade gestacional d18 semanas de 34 unidades básicasde saúde em Araraquara, SP. As amostras vaginais das participantes em três momentos dagestação (d18, 20-26, 30-36 semanas) serão consideradas para modelar a composição da comunidade microbiana vaginal e sua variação ao longo da gestação. Propomos coletar 25 amostras de fezes para determinar a microbiota ntestinal de recém-nascidos (1 mês de idade± 1 semana) de parto vaginal. Será realizado o sequenciamento genético "next-generation"do RNA ribossômico 16S e a análise de bioinformática será utilizada para testar as associações entre a microbiota vaginal e (a) microbiota do intestino de recém-nascidos e (b) adiposidades fetal/neonatais. Propomos também avaliar os efeitos dos fatores sociodemográficos, de estilo de vida e clínicos/reprodutivos das participantes na microbiota vaginal das gestantes e namicrobiota intestinal de recém-nascidos, a fim de identificar possíveis fatores de risco paraalterações microbianas associadas ao aumento da adiposidade fetal e neonatal.

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