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Negociando direitos das mulheres na Guerra Fria Latino-Americana: Argentina, Chile e Estados Unidos e as origens da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher (1974-1979)

Processo: 20/12224-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de julho de 2021
Situação:Interrompido
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Ciência Política - Política Internacional
Pesquisador responsável:Felipe Pereira Loureiro
Beneficiário:Natali Francine Cinelli Moreira
Instituição-sede: Instituto de Relações Internacionais (IRI). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Argentina   Chile   Estados Unidos   Guerra Fria   Relações internacionais

Resumo

Este projeto de pesquisa visa analisar o papel de agentes argentinos, chilenos e norte-americanos no processo de negociação e construção da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher (CEDAW), assinada em 1979. Apesar de a história da CEDAW ser objeto de diversos estudos, a literatura foca no contexto imediato de sua construção dentro da Organização das Nações Unidas (ONU), negligenciando disputas políticas e relações de poder em esferas nacionais e os impactos da Guerra Fria no processo. Dado que o status da mulher era utilizado como medida de progresso e superioridade nacional tanto pelos Estados Unidos quanto pela União Soviética, é surpreendente que a literatura tenha abordado superficialmente as influências da Guerra Fria para o surgimento e desenvolvimento da Convenção. A fim de contribuir especificamente com a literatura sobre a chamada Guerra Fria latino-americana, buscar-se-á compreender como as decisões a respeito do conteúdo do tratado foram tomadas pelos diferentes agentes argentinos, chilenos e norte-americanos na esfera doméstica, visando analisar até que ponto e de que forma elas foram impactadas pelas disputas políticas e de poder da Guerra Fria global e regional. Integrando dimensões domésticas e internacionais, bem como agentes estatais e não-estatais, trar-se-á luz às simetrias e dissonâncias na relação entre Estados Unidos e América Latina na década de 1970, em especial sobre como esses agentes compreendiam o papel das mulheres em suas respectivas sociedades, e, em meio às dinâmicas da Guerra Fria regional, contribuíram via CEDAW para a construção da mulher enquanto sujeito global. Os casos foram selecionados em razão da participação desses países nos grupos criados na ONU para negociação da Convenção. Para condução da pesquisa, utilizar-se-ão materiais coletados nos arquivos dos países objeto do estudo, da ONU, e das organizações não governamentais que se envolveram na construção da CEDAW. Far-se-á uso, ainda, da perspectiva crítica do direito internacional e de ferramentas de análise de política externa para analisar o papel de atores argentinos, chilenos e norte-americanos nas negociações da Convenção. (AU)

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