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Crítica, história e emancipação nos Grundrisse de Karl Marx

Processo: 20/16260-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Vigência (Início): 01 de junho de 2021
Situação:Interrompido
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Filosofia - História da Filosofia
Pesquisador responsável:Ricardo Ribeiro Terra
Beneficiário:Lutti Mira Salineiro
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):21/13490-2 - Crítica e presentismo nos Grundrisse (1857-58) de Karl Marx, BE.EP.DD
Assunto(s):Crítica   Manuscritos   Marxismo   Século XIX

Resumo

Partindo de materiais recentemente publicados na Mega², argumentamos que é possível encontrar nos manuscritos de 1857-58 - posteriormente intitulados Grundrisse - um modo de exposição que, se não possui o mesmo patamar de desenvolvimento que encontramos em O Capital, ainda assim sustenta certas articulações conceituais determinadas, a ponto de conformar uma das muitas versões expositivas da crítica da economia política, elaboradas por Marx a partir de 1857. Trata-se, portanto, de desenvolver a ideia segundo a qual teríamos nos Grundrisse um modelo crítico próprio, o que exige uma análise interna do texto que não faça recurso a textos posteriores como O Capital. Nossa análise do modelo crítico dos Grundrisse fundamenta-se no enfeixamento entre crítica e história realizado pela noção de emancipação. Pretendemos abordar esses conceitos em três registros no interior dos manuscritos de 1857-58: (I) num primeiro momento, procuramos mostrar, a partir de uma análise da Introdução de 1857, de que maneira o interesse emancipatório funciona como elemento determinante da crítica antidogmática de Marx, baseando a distinção entre a doutrina resultante da crítica da economia política e as doutrinas advindas dessa disciplina. Apresentamos, num segundo momento (II), a posição igualmente antidogmática da história: se, de um lado, realizar uma crítica imanente e antidogmática da economia política leva Marx a uma exposição da gênese categorial do capital, de outro, veremos que o autor pretende promover uma inserção metódica de elementos históricos que remetem a uma gênese do vir a ser histórico do capital, de modo a evidenciar o capitalismo como resultado histórico contingente, descortinando uma segunda acepção da emancipação: a análise do pré-capitalismo permite pensar a "superação [Aufhebung] da presente configuração das relações de produção". Num terceiro e último momento (III), analisamos o trecho sobre a maquinaria presente nos Grundrisse, evidenciando ali de que maneira Marx conceituou a subversão da medida da riqueza assentada no valor de troca, procurando também indicar a posição da subjetividade revolucionária no interior do processo de desenvolvimento das forças produtivas levado a cabo pelo capital. Sustentamos, por fim, que o entrelaçamento das noções de crítica, história e emancipação fornece tanto uma interpretação a respeito da unidade crítico-expositiva dos Grundrisse, quanto uma primeira entrada na concepção marxiana de dialética. (AU)

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