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Estudo do envolvimento das asas laterais do núcleo dorsal da rafe e da substância cinzenta periaquedutal dorsal na mediação da resposta defensivas associadas ao pânico em camundongos através da optogenética e genética interseccional

Processo: 20/02615-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2021
Vigência (Término): 31 de julho de 2023
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Neuropsicofarmacologia
Pesquisador responsável:Hélio Zangrossi Júnior
Beneficiário:Cristian Setubal Bernabé
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Transtorno de pânico   Núcleo dorsal da rafe   Substância cinzenta periaquedutal   Optogenética   Dióxido de carbono   Modelos animais

Resumo

O Transtorno do Pânico (TP) é caracterizado pela ocorrência de Ataques repetidos e inespera-dos de Pânico (AP), os quais incluem medo intenso, sensação de sufocamento e perturbações cardiovasculares como seus principais sintomas. Vários trabalhos clínicos e experimentais indicam que a Substância Cinzenta Periaquedutal Dorsal (SCPD) esteja implicada na fisiopatologia do TP. Estudos em roedores mostram ainda que a facilitação da neurotransmissão serotonérgica na SCPD inibe a expressão de comportamentos defensivos associados ao pânico, como a fuga. Algumas evidências sugerem que as asas laterais do Núcleo Dorsal da Rafe (alNDR) é a principal fonte de inervação serotonérgica para SCPD. Uma das hipóteses é de que a disfunção nesta via favoreça a ocorrência de AP. Por outro lado, dados clínicos sustentam uma segunda hipótese para explicar a fisiopatologia do TP, sugerindo que os APs sejam disparos errôneos de um sistema de alarme de sufocamento. Entretanto, evidências pré-clínicas são mais escassas e menos contundentes acerca das bases neurais subjacentes a esta teoria. Diante disso, a proposta deste projeto visa investigar o envolvimento das alNDR e da SCPD na mediação da resposta de fuga desencadeada pela exposição de camundongos a altas concentrações de CO2. Este projeto utilizará tecnologias de ponta, como optogenética, genética interseccional e lesões específicas para manipular seletivamente os neurônios serotonérgicos das alNDR que se projetam para a SCPD e verificar seu papel modulatório no comportamento de fuga induzido pelo desafio respiratório com CO2. Também será utilizado o marcador monossináptico do vírus da raiva, tanto para identificação anatômica, quanto para investigação funcional de vias específicas que modulam o circuito alNDR-SCPD, uma abordagem inédita no Brasil. (AU)

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