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Os filhos dos africanos livres na Fábrica de Ferro de São João de Ipanema

Processo: 20/13160-0
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de junho de 2021
Vigência (Término): 30 de novembro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História do Brasil
Pesquisador responsável:Ricardo Alexandre Ferreira
Beneficiário:Julia Gusmini
Instituição Sede: Faculdade de Ciências Humanas e Sociais (FCHS). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Franca. Franca , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/14786-6 - Escritos sobre os novos mundos: uma história da construção de valores morais em Língua Portuguesa, AP.TEM
Assunto(s):Escravidão   Tráfico de pessoas   Africanos   Debate político   Análise espaço-temporal
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:africanos livres | crianças livres | escravidão | fábrica de ferro | História dos africanos livres e das crianças livres.

Resumo

Em virtude das pressões inglesas e de outras variáveis do debate político desenvolvido, sobretudo, nas casas de leis do Império do Brasil, o governo sancionara, em 7 de novembro de 1831, a lei que proibia o tráfico transatlântico e tornava livres todos os africanos que desembarcassem no território após este decreto, com a condição de que permanecessem compulsoriamente sob domínio do Estado brasileiro por tempo determinado. É sobre os filhos destes africanos, livres mas retidos no Brasil, que a pesquisa em causa pretende se dedicar, uma vez que se trata de tema importante e ainda pouco explorado pelos estudos especializados. O trabalho visa, especialmente, analisar a atuação e o tratamento dispendido aos filhos de africanos livres na Fábrica de Ferro São João de Ipanema, em Sorocaba, no interior de São Paulo, a fim de identificar o lugar conferido a essas crianças nas atividades de trabalho desenvolvidas dentro da Fábrica e, fundamentalmente, compreender se havia o cumprimento das disposições legais no tratamento a elas dispensado. As fontes utilizadas serão os manuscritos, ofícios e relações, a respeito dos africanos livres disponíveis no Arquivo Público do Estado de São Paulo e os conjuntos de leis que se referem aos africanos livres e à condição de seus filhos, disponíveis na Coleção de Leis do Império do Brasil. O recorte temporal será de 1839, momento em que os africanos livres são direcionados à Fábrica, até 1865. A baliza final justifica-se em razão de ter havido em 1860 uma breve interrupção das atividades fabris, devido à instabilidade econômica do país, o que resultou na transferência dos trabalhadores, juntamente com seus familiares, para a colônia de Itapura, no Mato Grosso. Entretanto, a instituição de Sorocaba retornou às atividades em 1862 e os africanos livres foram para lá novamente deslocados, onde trabalharam por mais alguns anos.

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