Busca avançada
Ano de início
Entree

Diástase do músculo reto abdominal de mulheres com diabetes mellitus gestacional avaliada pela ultrassonografia bidimensional

Processo: 20/09040-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de abril de 2021
Vigência (Término): 30 de abril de 2021
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil
Pesquisador responsável:Angélica Mércia Pascon Barbosa
Beneficiário:Henrique Caetano Mingoranci Bassin
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia e Ciências (FFC). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Marília. Marília , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:16/01743-5 - Coorte da tríade gestacional: hiperglicemia, incontinência urinária e perfil clínico, molecular e ômico da miopatia hiperglicêmica na predição de incontinência e disfunção muscular e pesquisa translacional com biodevice para regeneração muscular em ratas, AP.TEM
Assunto(s):Tocoginecologia   Diabetes gestacional   Gravidez   Músculo reto abdominal   Amilases   Ultrassonografia   Inquéritos e questionários   Teste de Tukey

Resumo

O Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) pode levar a maior frequência de anormalidades quando comparado à gestação não diabética gestacional (não-DMG), incluindo deterioração da função muscular fisiológica, o que denota a existência de conexão entre o metabolismo e a função mecânica dos músculos. Por estar envolvido nos mecanismos de continência urinária o MRA tem sido investigado por vários grupos de pesquisa focados na compreensão desta relação entre os músculos do assoalho pélvico (MAP) e os músculos abdominais. Estas pesquisas evidenciaram que a co-contração dos MAP e os músculos abdominais ocorre tanto durante a contração voluntária dos MAP como durante demandas abdominais. Durante a gestação o MRA se distende, para permitir o crescimento uterino, podendo chegar a aproximadamente 20 cm de alongamento em seu comprimento e os feixes inicialmente paralelos afastam-se progressivamente da linha Alba dando origem à diástase do músculo reto abdominal, que ocorre em 66% das gestantes, considerado patológico quando o afastamento é superior a três centímetros que pode alterar a capacidade de produzir o torque, interferindo dessa forma no vetor de força e podendo repercutir negativamente no pós-parto. A diástase ocorrida na gestação pode permanecem no pós-parto imediato e ao longo da vida. O MRA pode ser avaliado pela Ultrassonografia (US), por mais conveniente na prática clínica, de fácil acesso, e que pode ser realizada com segurança durante a gestação. A hipótese é de que haverá diferenças nas medidas da diástase do MRA tanto em repouso quanto funcional avaliados pela US Bidimensional (2D), com resultado alterado no grupo com DMG. Objetivos: O objetivo é avaliar pela UD 2D a diástase do MRA em repouso e em atividade, de gestantes com DMG e não DMG entre a 24ª e 28ª semana e 36ª e 40ª semana de gestação. Método: Estudo aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) sob CAAE (82225617.0.0000.5411) e será realizado no Centro Especializado em Reabilitação da Faculdade de Filosofia e Ciências, Unesp, Marília. Serão incluídas 10 gestantes com DMG e 10 não-DMG, responderão a questões sobre dados pessoais, clínicos e obstétricos e serão submetidas à avaliação do MRA por meio da US 2D. Para as avaliações anatômica, funcional e da diástase do MRA pela US 2D. O US utilizado será um equipamento portátil marca GE® com aquisição de imagem 2D e os exames serão realizados pelo bolsista que se capacitou e está habilitado para execução dos exames. Serão adquiridas quatro imagens da diástase do MRA, sendo duas em repouso e duas em funcionalidade. Todas as imagens adquiridas serão codificadas por número, mantendo a identificação da paciente anônima, e armazenadas para posterior análise off-line, com uso de software específico, fornecido pelo fabricante do aparelho de ultrassom. Desta forma o avaliador ao fazer as medidas de interesse de forma off-line não terá acesso aos dados clínicos, o que garante a análise de forma cega simples. Análise de dados Ao término da coleta de dados, os resultados obtidos em cada instrumento de coleta nos diferentes momentos serão compilados. A comparação entre os grupos será feita por meio de ANOVA para as variáveis quantitativas seguido de teste de comparação múltipla de Tukey para dados com distribuição normal e com distribuição gama para variáveis com distribuição assimétrica. As associações entre as variáveis qualitativas serão feitas por meio de tabelas de contingência com aplicação de teste qui-quadrado ou exato de Fisher. Em todos os testes será fixado o nível de significância de 5%. Para todas as análises será utilizado o programa SAS para Windows, versão 9.13.

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre a bolsa:
Matéria(s) publicada(s) em Outras Mídias (0 total):
Mais itensMenos itens
VEICULO: TITULO (DATA)
VEICULO: TITULO (DATA)