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Geocronologia e proveniência das sucessões basais das Bacias do Parnaíba, Araripe, Jatobá e Tucano Norte: implicações para a origem das bacias intracontinentais do SW Gondwana

Processo: 20/10739-7
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2021
Vigência (Término): 09 de março de 2024
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Geociências - Geologia
Pesquisador responsável:Lucas Verissimo Warren
Beneficiário:Rodrigo Irineu Cerri
Instituição Sede: Instituto de Geociências e Ciências Exatas (IGCE). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Rio Claro. Rio Claro , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):21/12621-6 - Análises U-Pb e de proveniência sedimentar em rutilos por LA-ICP-MS nas sequências Paleozoicas da Província Borborema: bacias do Parnaíba, Araripe e Tucano-Jatobá, BE.EP.PD
Assunto(s):Geocronologia   Bacias sedimentares   Gondwana (supercontinente)   Paleogeografia   Região Sul   Região Sudeste   Região Nordeste   Brasil
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:bacia do Araripe | Bacia do Parnaiba | Bacia do Tucano e Jatobá | Geocronologia | Gondwana | Proveniência sedimentar | Origem e Evolução de Bacias Sedimentares

Resumo

As formações Cariri e Tacaratu correspondem às sucessões paleozoicas basais das Bacias do Araripe e Jatobá/Tucano Norte, e são há anos interpretadas como sendo correlatas distantes da Formação Ipu, Bacia do Parnaíba. Estas unidades inferiores das sinéclises paleozoicas brasileiras correspondem às primeiras sucessões depositadas após a consolidação final de SW Gondwana no Período Ordoviciano e apresentam grande importância para inferências paleogeográficas, geocronológicas e geotectônicas das condições então atuantes durante o período inicial de subsidência das grandes sinéclises intracontinentais. A análise dos poucos trabalhos existentes que focam nesta problemática revela que, historicamente, a correlação destas unidades é sustentada por dados regionais e informações sedimentológicas e estratigráficas imprecisas. Deste modo, dada a ausência de dados quantitativos de proveniência e idades geocronológicas absolutas, nota-se que o entendimento do ciclo inicial de sedimentação destas bacias sedimentares brasileiras fica comprometido. Recentemente, estudos estratigráficos, geocronológicos e de proveniência sedimentar na formação Ipu apontam para deposição em grandes sistemas fluviais possivelmente oriundos das regiões montanhosas de idade Brasiliana ao Sul/Sudeste da Província Borborema. Estes fluíam para NW em direção às áreas costeiras de Gondwana, possivelmente acompanhando uma plataforma em conformação de rampa aberta para o Oceano Panthalassa. Neste quadro paleogeográfico complexo, as formações Cariri e Tacaratu são as peças faltantes, uma vez que apresentam características sedimentares similares e são, ao menos, tentativamente correlatas. Face ao exposto, propõe-se neste projeto a utilização de ferramentas modernas de geocronologia e de proveniência sedimentar, juntamente com análise de fácies e de paleocorrentes, a fim de compor um quadro paleogeográfico e deposicional para as formações Ipu, Cariri e Tacaratu. Com esta visão inédita e baseada na análise de diversos indicadores, o presente projeto visa preencher importante lacuna histórica quanto a correlação das unidades precursoras das grandes bacias do Nordeste brasileiro, bem como aprofundar o conhecimento sobre a instalação, sedimentação e paleogeografia dos depósitos iniciais de bacias intracontinentais do SW Gondwana. (AU)

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