Busca avançada
Ano de início
Entree

Efeitos do exercício aeróbio na expressão/função da MTCH2 hepática: um estudo da bancada ao leito para o controle da EHNA

Processo: 21/02541-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de maio de 2021
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2023
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Educação Física
Convênio/Acordo: Weizmann Institute of Science
Pesquisador responsável:Leandro Pereira de Moura
Beneficiário:Célio Junior da Costa Fernandes
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Limeira , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:19/16012-4 - Os efeitos do exercício aeróbio sobre a função e expressão hepática da MTCH2: um estudo da bancada ao leito para o controle da DHGNA, AP.R
Assunto(s):Treinamento aeróbio   Obesidade   Diabetes mellitus   Fígado gorduroso   Lipogênese   Células Hep G2   Palmitatos   Membranas mitocondriais   Proteínas de membrana transportadoras

Resumo

A Esteatose Hepática Não-Alcoólica (EHNA) pode contribuir para o desenvolvimento de resistência à insulina e Diabetes e, quando não tratada, pode progredir e se desenvolver para Fibrose, Cirrose, Carcinoma e, em casos mais graves, à falência do órgão. O exercício físico é uma importante ferramenta não farmacológica para o tratamento da EHNA. No entanto, o modo como essa prática exerce seus benefícios no acúmulo de gordura no tecido hepático ainda não é totalmente conhecido. Recentemente, foi demonstrado que animais que superexpressam de forma global a proteína Mitochondrial Carrier Protein Homolog 2 (MTCH2) apresentaram disfunção mitocondrial no fígado e, consequentemente, EHNA e Hiperglicemia. Assim, é evidente que a MTCH2 tem ações importantes no processo lipogênico hepático, no entanto, a maneira como a MTCH2 age ainda não está totalmente elucidada. Além disso, ainda nenhum estudo foi realizado a fim de mostrar se os efeitos benéficos do exercício físico na redução da Esteatose Hepática são mediados pela MTCH2. Assim, o objetivo deste projeto de pesquisa será investigar, de forma translacional e tecido-específica, o papel da MTCH2 no processo de lipogênese hepática e, adiante, investigar se a redução da EHNA desencadeada pelo exercício é mediada pela MTCH2 tanto em células quanto em roedores, assim como em humanos. Para isso, inicialmente, para entender o processo lipogênico hepático mediado pela MTCH2, o gene da proteína será deletado ou superexpressado em células HepG2 tratadas com palmitato. Em seguida, para compreender se os efeitos do exercício físico na redução da EHNA são mediados pela MTCH2 hepática, células HepG2 (nocautes ou superexpressas para MTCH2 e tratadas com palmitato) serão tratadas com soro de camundongos obesos que foram submetidos a um exercício físico aeróbio de curta duração. Na próxima etapa, camundongos obesos e nocautes de MTCH2 no fígado (camundongos MTCH2F/F Alb-Cre) serão submetidos a um protocolo de exercício físico aeróbio de curta duração. A escolha do protocolo de exercício de curta duração é para observar os efeitos diretos do exercício físico sem redução do peso corporal, que pode influenciar diretamente a EHNA. Finalmente, para entender se as descobertas encontradas em células e roedores são susceptíveis de serem transportadas para seres humanos, inicialmente, alíquotas de tecido hepático de humanos saudáveis, obesos e obesos diagnosticados com EHNA serão cultivadas diretamente. A seguir, o gene MTCH2 das amostras será deletado ou superexpresso para o tratamento subsequente com soro de humanos obesos exercitados a curto prazo. No final de cada estudo (células imortalizadas, roedores e humanos), técnicas precisas para avaliar o comportamento da MTCH2 hepática na EHNA serão utilizadas. Ao término do projeto, se nossa hipótese for confirmada, espera-se que sejamos capazes de listar a MTCH2 hepática como um importante alvo terapêutico para o tratamento EHNA. E então, no futuro próximo, abrir a possibilidade de criação de agentes miméticos ao exercício físico (sintético ou nutricional) para reduzir a atividade da MTCH2 no tecido hepático e, consequentemente, melhorar a saúde hepática de pacientes diabéticos. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre a bolsa:
Matéria(s) publicada(s) em Outras Mídias (0 total):
Mais itensMenos itens
VEICULO: TITULO (DATA)
VEICULO: TITULO (DATA)