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Fatores de risco e proteção para o desenvolvimento das funções executivas na adolescência: coorte de nascimento de Pelotas 2004

Processo: 20/13425-3
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Vigência (Início): 01 de abril de 2021
Vigência (Término): 31 de outubro de 2025
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Saúde Coletiva - Epidemiologia
Pesquisador responsável:Alicia Matijasevich Manitto
Beneficiário:Julia de Souza Rodrigues
Instituição Sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):23/00522-9 - O impacto da depressão materna nas funções executivas e reconhecimento emocional dos filhos aos 15 anos: coorte de nascimentos de Pelotas de 2004, BE.EP.DD
Assunto(s):Estudos de coortes   Fatores de risco   Funções executivas   Depressão   Saúde materna   Desenvolvimento infantil   Adolescência   Pelotas (RS)
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Depressão materna | Desenvolvimento Infantil | Estudo de coorte | funções executivas | Estudo de coorte

Resumo

As Funções Executivas (FEs) são um conjunto de habilidades cognitivas que permitem o controle e execução de processos mentais, atencionais, comportamentais e emocionais diante de situações de conflito ou distração. As FEs fazem parte do cotidiano e se relacionam com as capacidades de atenção, memória, resolução de problemas e autocontrole. O desenvolvimento das FEs durante a infância está associado a maturação de regiões cerebrais, e é influenciado por diversos fatores que podem atuar promovendo-o ou afetando-o negativamente. Estudos epidemiológicos dos últimos vinte anos revelam que fatores de risco como baixa condição socioeconômica, maus-tratos e bullying escolar na infância repercutem negativamente nas FEs durante a adolescência. Por outro lado, fatores protetivos como calor maternal e a presença da figura paterna repercurtem positivamente nas FEs durante a adolescência. Estudos de coorte revelaram que a exposição contínua a interações afetivas inapropriadas entre mães que têm distúrbios psiquiátricos, como depressão materna, e seus filhos, traz sérias consequências para o desenvolvimento das FEs. Déficit escolar, uso de drogas e problemas comportamentais são alguns dos prejuízos consequentes do desenvolvimento inadequado das FEs na vida dos adolescentes. Objetivo: Avaliar a repercussão de diversos fatores de risco sobre as FEs relacionadas a atenção e memória de trabalho em adolescentes pertencentes à coorte de nascimento de Pelotas de 2004. Métodos: O desenho do estudo é uma coorte de nascimentos de base populacional em Pelotas (RS), que incluiu 4.231 (99%) nascidos-vivos no ano de 2004. Os desfechos deste estudo são as FEs de controle atencional, atenção seletiva e flexibilidade cognitiva aos 11 anos e de memória de trabalho aos 15 anos. As exposições serão divididas em: precoces, avaliadas no primeiro ano de vida, relativas aos acompanhamentos realizados no perinatal, 3, 12 meses de idade; contemporâneas, avaliadas a partir do primeiro ano de vida. Variáveis de confusão e mediadoras ou modificadoras de efeito serão analisadas e eventualmente incluídas nos modelos ou ajustadas através de análises estatísticas. Resultados: Os resultados esperados poderão contribuir com possíveis medidas de intervenção e/ou preventivas que minimizem o impacto dos fatores de risco nas FEs de crianças e adolescentes. (AU)

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Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
SATO, JOAO RICARDO; BIAZOLI JUNIOR, CLAUDINEI EDUARDO; MEDEIROS DE ARAUJO, ELIDIANNE LAYANNE; RODRIGUES, JULIA DE SOUZA; ANDRADE, SUELLEN MARINHO. A guide for the use of fNIRS in microcephaly associated to congenital Zika virus infection. SCIENTIFIC REPORTS, v. 11, n. 1, . (18/04654-9, 18/21934-5, 20/13425-3)
ALICIA MATIJASEVICH; ALEXANDRE FAISAL-CURY; ISABEL GIACOMINI; JULIA DE SOUZA RODRIGUES; MARCIA C. CASTRO; MARLY A. CARDOSO. Depressão materna e saúde mental infantil aos cinco anos de idade: Estudo de coorte MINA-Brasil. Revista de Saúde Pública, v. 57, . (16/00270-6, 21/01688-2, 22/03400-9, 20/13425-3)

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