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Avaliação da ativação da enzima HO-1 em células do lócus coeruleus no efeito aversivo da dor induzida por inflamação persistente em ratos

Processo: 20/12822-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de abril de 2021
Vigência (Término): 31 de março de 2022
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Psicologia - Psicologia Fisiológica
Pesquisador responsável:Christie Ramos Andrade Leite Panissi
Beneficiário:Ana Luisa Ferreira Arantes
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Neurofisiologia   Dor   Noradrenalina   Modalidades sensoriais

Resumo

A sensibilidade dolorosa é uma percepção somatovisceral que possui além do componente sensorial-discriminativo, comum a outras modalidades sensoriais, um componente afetivo-motivacional, o que torna esta sensibilidade única para cada indivíduo. Dentre os mecanismos de modulação da dor, os aspectos cognitivos e emocionais são de suma importância, principalmente em quadros de dores persistentes e crônicas. Grande parte dos estudos sobre sensibilidade dolorosa utilizam como metodologia modelos animais que avaliam o componente sensorial-discriminativo, sendo poucos os achados que envolvam os aspectos afetivo-motivacionais. Estudo recente do nosso grupo mostrou que a ativação sistêmica da via heme-oxigenase-monóxido de carbono (HO-CO) promove aumento da expressão de HO-1 no lócus coeruleus, associada a efeito analgésico (Cazuza et al., 2018). Além disso, mostramos que a ativação da via HO-CO no hipocampo modula a expressão de receptores opióides e a aversividade à dor em modelo de inflamação persistente (Cazuza et al., em revisão, 2020). Considerando que o LC é uma região com alta expressão para HO-1, com eferências para o hipocampo, e que a modulação de neurônios noradrenérgicos desta região pode ocorrer pelo CO (Pineda et al., 1996), o objetivo deste projeto é investigar a circuitaria intrínseca desta região associada com a modulação da dor persistente. Para isso, iremos avaliar se a expressão da enzima HO-1 ocorre em neurônios noradrenérgicos ou em células gliais por meio da técnica da imunoistoquímica para HO-1 com dupla marcação para tirosina hidroxilase (marcador da noradrenalina), ou para GFAP (marcador de astrócitos), em ratos com inflamação persistente, induzida por Adjuvante Completo de Freund tratados ou não com indutor da HO-1 (CoPP) ou inibidor da HO-1 (SnPP). No aprofundamento deste projeto, pretendemos investigar se há alteração da expressão de HO-1 no LC decorrente da inflamação persistente e se essas alterações seriam consequência de modulação epigenética, como por exemplo, alteração na metilação do DNA na região promotora e/ou regulatória do gene HO-1. Etapa esta a ser realizada em colaboração com a Dra. Helene Fachim, do Salford Royal Foundation Trust e Universidade de Manchester, Inglaterra. (AU)

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