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A relação entre biodiversidade e produtividade primária é afetada pelo aumento na proporção de plantas leguminosas?

Processo: 20/09431-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de setembro de 2021
Vigência (Término): 31 de maio de 2022
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Ecologia - Ecologia de Ecossistemas
Pesquisador responsável:Camila de Toledo Castanho
Beneficiário:Daniel Lonskis Pacheco
Instituição-sede: Instituto de Ciências Ambientais, Químicas e Farmacêuticas (ICAQF). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Diadema. Diadema , SP, Brasil
Assunto(s):Biodiversidade   Interação ecológica   Produtividade de grãos   Plantas   Leguminosae

Resumo

A atual perda e alteração na biodiversidade global estimulou estudos com o objetivo de entender qual o impacto da biodiversidade sobre as funções ecossistêmicas. Um padrão evidenciado por esses estudos é o de que a biodiversidade afeta positivamente a função ecossistêmica, porém com efeito menos pronunciado conforme a diversidade atinge valores mais altos. Atualmente, uma das lacunas é entender os mecanismos por trás dessa relação entre biodiversidade e função ecossistêmica. Um dos mecanismos propostos é o de facilitação, definida como interação ecológica positiva, na qual pelo menos um dos organismos envolvidos é beneficiado. Neste projeto testaremos um modelo teórico que sugere a facilitação por aumento da fertilidade do solo como mecanismo explicativo para a relação positiva entre riqueza de espécies e produtividade primária, em comunidades com plantas leguminosas e não leguminosas. Nossa hipótese é que a relação entre diversidade e produtividade primária é afetada positivamente pelo aumento na proporção de leguminosas, de forma que a produtividade é maior com mais leguminosas independentemente do nível de riqueza e que o efeito da riqueza satura mais rápido em comunidades com mais leguminosas. Testaremos nossa hipótese com um experimento em campo na qual estabeleceremos comunidades vegetais compostas por seis plantas de uso agrícola e crescimento rápido, em parcelas de 1 m2. Para testar o efeito da riqueza e proporção de leguminosas respectivamente, as parcelas terão combinações de três níveis de riqueza (1, 3 ou 6 espécies) e dois níveis de proporção de leguminosas: alto e baixo. Para cada combinação de tratamento teremos 5 réplicas, totalizando 30 parcelas. Estimaremos o efeito da proporção das leguminosas e da riqueza de espécies sobre a produtividade primária da comunidade medindo a biomassa total de cada parcela, após três meses do plantio. Esperamos que o efeito da proporção de leguminosas seja maior nas comunidades mais pobres, com uma ou três espécies, do que nas comunidades mais ricas, com seis espécies.

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