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Efeito do treinamento de co-contração nas propriedades intrínsecas de neuromodulação de motoneurônios

Processo: 20/03282-0
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 01 de agosto de 2021
Vigência (Término): 31 de julho de 2022
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Educação Física
Pesquisador responsável:Matheus Machado Gomes
Beneficiário:Matheus Machado Gomes
Anfitrião: Charles J. Heckman
Instituição-sede: Escola de Educação Física e Esporte de Ribeirão Preto (EEFERP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Local de pesquisa: Northwestern University, Chicago, Estados Unidos  
Assunto(s):Eletromiografia   Treinamento de força   Controle motor   Força muscular   Neurônios motores

Resumo

Entre os diversos fatores que contribuem para o aumento da força muscular, a adaptação neural parece ser o principal determinante. Após algumas semanas de treinamento observa-se o aumento na magnitude de potenciais de ação disparados pelos motoneurônios (drive neural). No passado, acreditava-se que a magnitude do drive neural fosse proporcional ao comando motor descendente proveniente de vias corticais. Atualmente, existem evidências consistentes que esta suposição estava incorreta e que os motoneurônios possuem propriedades elétricas intrínsecas denominadas correntes internas persistentes (PICs) que amplificam e prolongam todos comando motores. As PICs amplificam/prolongam o drive neural em até 5 vezes, dependendo da intensidade do impulso neuromodulatório proveniente do tronco cerebral. Estudos com animais têm mostrado que as PICs são altamente adaptáveis em decorrência de lesões e doenças do sistema nervoso central. Esta adaptabilidade sugere que as PICs poderiam também modificar em decorrência do exercício, mas esta suposição precisa ainda ser estudada. Recentemente, novas técnicas foram desenvolvidas para identificar a amplitude das PICs em humanos e, assim, sua capacidade de adaptação frente ao treinamento de força pode agora ser efetivamente investigada. Na última década, surgiu um interessante método de treinamento de força que não necessita de carga externa chamado treinamento de co-contração. O treinamento de co-contração consiste na contração voluntária simultânea de um grupo muscular agonista e seu respectivo antagonista, de modo que um grupo muscular gera resistência mecânica ao outro. Este método alternativo de treinamento de força parece ser muito promissor, com potencial aplicabilidade nos contextos de reabilitação e microgravidade. Entretanto, os efeitos do treinamento de co-contração nas propriedades intrínsecas de motoneurônios são ainda completamente desconhecidos. Portanto, o objetivo deste projeto de pesquisa é ganhar insights a respeito das propriedades intrínsecas de modulação de motoneurônios e analisar se as PICs são alteradas em decorrência do treinamento de co-contração. Será realizado um estudo longituninal com análise das PICs do músculo bíceps braquial e do torque isométrico máximo de flexão de cotovelo antes e após um período de quatro semanas de treinamento de co-contração. A PIC será estimada calculando a diferença da taxa de disparo via análise de unidades motoras pareadas por meio da eletromiografia de superfície de alta densidade. Nossa hipótese é que o treinamento de co-contração promoverá adaptações das PICs que resultarão em aumento da força muscular. (AU)

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