Busca avançada
Ano de início
Entree

Membrana de colágeno extraído de esponjas marinhas para aplicações em queimaduras cutâneas

Processo: 20/15594-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2020
Vigência (Término): 19 de abril de 2021
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Saúde Coletiva - Saúde Pública
Pesquisador responsável:Tiago Akira Tashiro de Araujo
Beneficiário:Tiago Akira Tashiro de Araujo
Empresa:Osteovita Biotecnologia Eireli
CNAE: Atividades de atenção à saúde humana não especificadas anteriormente
Vinculado ao auxílio:19/15848-1 - Membrana de colágeno extraído de esponjas marinhas para aplicações em queimaduras cutâneas, AP.PIPE
Assunto(s):Biotecnologia   Biomateriais   Engenharia tecidual   Membranas   Colágeno   Porifera   Citotoxicidade   Genotoxicidade   Técnicas in vitro

Resumo

Queimaduras representam um grave problema de saúde pública, levando a uma série de complicações e sequelas para os indivíduos acometidos, com significativa redução da qualidade de vida dos mesmos. Esse fato é agravado ao levar-se em conta o alto custo ocasionado pelo tratamento requerido ao Sistema Único de Saúde (SUS). Para as queimaduras de maior extensão há necessidade de internação para realização de intervenções cirúrgicas, debridamentos, entre outras. Além disso, outra intervenção de escolha é a colocação de membras cutâneas na região da lesão, de modo a proteger a área, evitando infecções e integrando com os tecidos, promovendo a regeneração dos mesmos. Um dos materiais mais utilizados para a manufatura de membranas é o colágeno (origem bovina ou porcina). Essas permitem o controle da dor através da oclusão das terminações nervosas e facilita a migração das células epiteliais e a cicatrização. Outra grande vantagem desse tipo de intervenção é que a mesma é reabsorvível, não havendo a necessidade de troca dos curativos durante o período de reparo. No entanto, essas membranas apresentam um alto custo bem como grande risco de transmissão de patógenos. Na tentativa de resolver essa problemática, a empresa Osteovita Biotecnologia desenvolveu uma membrana cutânea manufaturada a partir de colágeno extraído de esponjas marinhas. A espécie utilizada (espécie Chondrilla caribensis), amplamente disponível na costa brasileira e reconhecidamente rica em colágeno (com estrutura similar ao colágeno tipo XIII e composição em aminoácidos semelhante à do colágeno dos vertebrados). Assim, a empresa já detém expertise para realizar a extração do colágeno e já realizou uma série de estudos evidenciando a biocompatibilidade, falta de genotoxicidade e citotoxicidade e adequada performance biológica do colágeno marinho. A partir dessa promissora matéria prima manufaturamos a membrana de colágeno para ser utilizada em queimaduras. Cabe ressaltar que a referida membrana possui uma estrutura microfibrilar, com diferentes espessuras, fácil manuseio, resistência mecânica e à tração e elasticidade. Assim, a presente proposta visa fazer a caracterização e avaliação da citotoxidade e genotoxicidade desta membrana de colágeno marinho (por meio de estudos in vitro). Os resultados fornecerão informações relevantes quanto a morfologia, propriedades físico-químicas, bem como potencial biológico (capacidade de estimular células e compatibilidade) da mesma. Esses dados, por sua vez, são de suma importância para avaliação inicial do material, e irão fornecer subsídios para a realização de testes pré-clínicos (in vivo) bem como, testes clínicos. Dessa forma, pretende-se suprir parte da lacuna do mercado de biomembranas (que está em franca expansão), ofertando uma membrana manufaturada a partir de matéria-prima extremamente eficaz para acelerar o crescimento tecidual, além de ser extremamente segura biologicamente e apresentando um preço final acessível. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre a bolsa:
Matéria(s) publicada(s) em Outras Mídias (0 total):
Mais itensMenos itens
VEICULO: TITULO (DATA)
VEICULO: TITULO (DATA)