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Avanços no controle da infecção por Haemonchus contortus em ovinos "Ovis aries" e na compreensão da resistência anti-helmíntica ao monepantel

Processo: 19/01159-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2020
Situação:Interrompido
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Medicina Veterinária Preventiva
Pesquisador responsável:Simone Cristina Méo Niciura
Beneficiário:Gustavo Felippelli
Instituição-sede: Embrapa Pecuária Sudeste. Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA). Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Brasil). São Carlos , SP, Brasil
Assunto(s):Parasitologia veterinária   Infecção   Ovinos   Haemonchus contortus   Técnicas de genotipagem   Anti-helmínticos   Polimorfismo genético   Éxons   Marcador molecular

Resumo

As nematodioses ovinas agregadas à resistência aos anti-helmínticos ocasionam enormes declínios na produtividade, sobretudo elevando os índices de mortalidade e morbidade. As principais espécies destes nematoides, que desencadearam grande resistência aos principais anti-helmínticos são Haemonchus contortus, Trichostrongylus spp., Oesophagostomum sp. e Cooperia sp. O presente estudo objetiva aplicar a metodologia de sequenciamento amplo de amplicons (deep amplicon sequencing) para a detecção de polimorfismos nos éxons do gene mptl-1; e validar esses polimorfismos como marcadores moleculares de resistência ao anti-helmíntico monepantel em H. contortus. Ovinos hospedeiros jovens do rebanho da Embrapa Pecuária Sudeste serão mantidos em baias e desverminados com 10% de triclorfone para a remoção da infecção natural. Após 7 e 14 dias do tratamento, amostras fecais serão coletadas para realização da contagem de Ovos Por Grama de fezes (OPG) e confirmação do status de animais livres de nematoides gastrintestinais. Para o estabelecimento da infecção, os animais receberão, por via oral, 4.000 larvas L3 de H. contortus obtidas por coprocultura. Assim, cinco animais serão infectados com larvas L3 de cada um dos seguintes isolados de H. contortus: Embrapa 2010 (isolado sensível; Chagas et al., 2013), Botucatu (isolado resistente; Albuquerque et al., 2017) e 340, 344 e 345 (isolados selecionados por subdosagens a partir do isolado Embrapa 2010; Niciura et al., 2019a). A seguir, o OPG será acompanhado semanalmente, e as fezes serão coletadas para coprocultura e obtenção de larvas L3. Cerca de 1.000 larvas L3 recuperadas das coproculturas de cada um dos cinco isolados de H. contortus serão submetidas à remoção da cutícula com hipoclorito de sódio e destinadas à extração de DNA (protocolo NemaBiome) e PCR (primers desenhados a partir do banco de dados WormBase ParaSite). Os produtos de PCR serão submetidos à purificação com beads magnéticas, seguida pela adição adaptadores Illumina P5/P7 e preparos das bibliotecas. As bibliotecas serão submetidas ao sequenciadas em equipamento MiSeq e com a adição de 25% de Phix Control v3. O resultado deste estudo viabilizará o mapeamento e a genotipagem do gene mptl-1 para a identificação de marcadores moleculares específicos para o monepantel que possam ser usados para detecção e monitoramento da resistência de H. contortus, possibilitando a adição de ferramentas necessária ao diagnóstico preventivo da resistência. (AU)

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