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Estudo do comportamento de duas linhagens distintas de Rattus norvegicus, selecionadas com maior ou menor tendência a exibir comportamentos sociáveis

Processo: 20/04376-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de outubro de 2020
Vigência (Término): 30 de setembro de 2023
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Psicologia - Psicologia Fisiológica
Pesquisador responsável:Christie Ramos Andrade Leite Panissi
Beneficiário:Rafael Carvalho Bonuti
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Neurofisiologia   Rede nervosa   Sociabilidade   Comportamento social   Ansiedade   Medo   Expressão gênica   Fator neurotrófico derivado do encéfalo   Proteínas proto-oncogênicas c-fos   Modelos animais

Resumo

O rato é um animal social e vive em colônias bem definidas compostas por machos e fêmeas. Objetivando estudar o comportamento social, Bonuti e Morato (2018) propuseram um teste de sociabilidade diminuíndo a interferência que um animal tem sobre o outro durante as sessões experimentais, e Bonuti (2018) utilizou-o para cruzar seletivamente ratos que mostrassem maior (SOC+) e menor (SOC-) tendência à sociabilidade e produziu duas linhagens distintas de animais. Os ratos SOC- além de exibirem uma menor motivação para interagir, exibiram comportamentos que podem ser interpretados como ansiedade em vários aparatos testados, levantando a questão de que, ao se cruzarem seletivamente animais com maior ou menor grau de motivação para interagir, pode ter ocorrido uma seleção de animais mais sociáveis de um lado e animais mais ansiosos/medrosos de outro. Além disso, a análise da expressão do RNAm dos receptores de melatonina nos animais SOC+ mostrou diferenças em diversas áreas encefálicas (hipotálamo, hipocampo, cerebelo e cortex pré-frontal). Tomados juntos, esses dados revelaram a necessidade de estudos psicofarmacológicos, neurofisiológicos ou bioquímicos que possam explorar melhor os componentes emocionais selecionados ao longo das gerações, sobretudo investigando áreas cerebrais relacionadas tanto ao comportamento social quanto à ansiedade/medo assim como possíveis relações entre eles. Possíveis vias de acesso para o estudo das prováveis diferenças neuroanaticas e bioquímicas entre essas duas linhagens seriam estruturas relacionadas à sociabilidade (sistema olfátório) e empatia (córtex cingulado anterior, ínsula), assim como estruturas relacionadas à ansiedade/medo (Sistema de Inibição Comportamental, Sistema Cerebral Aversivo). Dessa forma, o objetivo desse estudo será investigar comportamentos relacionados à ansiedade e à sociabilidade em duas linhagens de animais (SOC+ e SOC-) nas estruturas citadas acima utilizando as técnicas que investigam genes de expressão imediata (c-Fos e BNDF). Como resultados, espera-se que ratos menos sociáveis (SOC-) apresentarão comportamentos relacionados à ansiedade mais proeminentes, com consequente aumento na detecção de proteína de Fos e BNDF em estruturas relacionadas à ansiedade/medo, enquanto ratos mais sociáveis (SOC+) por outro lado, apresentarão comportamentos relacionados à sociabilidade e empatia mais proeminentes, com consequente aumento na detecção de proteína de Fos e BNDF em estruturas relacionadas à sociabilidade e empatia do que ratos menos sociáveis. Com a realização deste estudo poderemos avançar na compreensão dos circuitos neurais recrutados em indivíduos com distintos comportamentos sociais. Em adição, esta proposta visa caracterizar um modelo experimental para o estudo dos transtornos de comportamento social, o que pode ser determinante para estudos futuros visando o desenvolvimento de novas abordagens terapêuticas. (AU)

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