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Desenvolvimento de hipotermia na inflamação sistêmica: a hipótese da hipóxia encefálica.

Processo: 20/09399-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2020
Vigência (Término): 31 de agosto de 2023
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Pesquisador responsável:Alexandre Alarcon Steiner
Beneficiário:Eduardo Hermogenes Moretti
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:18/03418-0 - Hipotermia na Sepse: causas e consequências, AP.TEM
Assunto(s):Hipóxia   Imunomodulação   Inflamação   Sepse   Temperatura   Neuroimunologia

Resumo

Uma alteração na temperatura corporal é um marco da inflamação sistêmica. A febre (elevação na temperatura corporal) é a resposta mais prevalente e estudada, porém, hipotermia (redução na temperatura corporal) ocorre nos casos mais graves. Estudos recentes do nosso grupo indicam que a hipotermia não resulta de falência termorregulatória. Pelo contrário, essa parece ser uma resposta regulada com valor biológico quando os custos da febre excedem seus benefícios. Porém, os mecanismos que governam a virada de febre para hipotermia permanecem obscuros. Aqui, testaremos a hipótese de que uma queda discreta no fluxo regional e, consequentemente, na oxigenação encefálica seja o gatilho para que o encéfalo desencadeie a resposta hipometabólica/hipotérmica por meio de uma inibição dos nervos simpáticos que promovem termogênese no tecido adiposo marrom. Essa hipótese será testada em ratos pré-implantados com sensores de PO2, de fluxo sanguíneo e da temperatura do tecido adiposo marrom, além de eletrodos para registro de atividade simpática. A inflamação sistêmica será induzida por doses moderadas e altas de LPS em uma temperatura ambiente que é adequada para o desenvolvimento de hipotermia. Se a hipótese estiver correta, espera-se que a reposta hipotérmica seja precedida por uma queda na perfusão e oxigenação encefálicas. Da mesma forma, a queda na oxigenação encefálica deveria preceder a inibição dos nervos simpáticos que inervam o tecido adiposo marrom. Testes de causalidade de Granger serão empregados para avaliar estatisticamente a relação temporal entre essas variáveis. Em experimentos subsequentes, avaliaremos se a manipulação da oxigenação encefálica afeta o desenvolvimento da hipotermia induzida por LPS. A oxigenação encefálica será manipulada empregando-se estratégias que elevam a oxigenação global (eritropoetina, aclimatação à hipóxia e perfluoroalcanos), em combinação com oclusão parcial das artérias carótidas.

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Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
CASTRO, ERIQUE; VIEIRA, THAYNA S.; OLIVEIRA, TIAGO E.; ORTIZ-SILVA, MILENE; ANDRADE, MAYNARA L.; TOMAZELLI, CAROLINE A.; PEIXOTO, ALBERT S.; SOBRINHO, CLEYTON R.; MORENO, MAYARA F.; GILIO, GUSTAVO R.; et al. Adipocyte-specific mTORC2 deficiency impairs BAT and iWAT thermogenic capacity without affecting glucose uptake and energy expenditure in cold-acclimated mice. AMERICAN JOURNAL OF PHYSIOLOGY-ENDOCRINOLOGY AND METABOLISM, v. 321, n. 5, p. E592-E605, . (16/23169-9, 19/25943-1, 17/23040-9, 15/13508-8, 17/17582-3, 18/03418-0, 17/17403-1, 17/12260-8, 19/01763-4, 19/17660-0, 15/19530-5, 20/09399-7, 19/04271-5, 12/25317-4)
ALBERCA, RICARDO W.; GOMES, ELIANE; MORETTI, EDUARDO H.; RUSSO, MOMTCHILO; STEINER, ALEXANDRE A.. Naturally occurring hypothermia promotes survival in severe anaphylaxis. Immunology Letters, v. 237, p. 27-32, . (20/09399-7, 18/08699-7, 13/24694-1, 18/03418-0, 16/16602-8)
FONSECA, MONIQUE T.; MORETTI, EDUARDO H.; MARQUES, LUCAS M. M.; MACHADO, BIANCA F.; BRITO, CAMILA F.; GUEDES, JADY T.; KOMEGAE, EVILIN N.; VIEIRA, THAYNA S.; FESTUCCIA, WILLIAM T.; LOPES, NORBERTO P.; et al. A leukotriene-dependent spleen-liver axis drives TNF production in systemic inflammation. Science Signaling, v. 14, n. 679, . (16/23540-9, 18/03418-0, 17/17403-1, 17/13350-0, 15/19530-5, 16/04921-1, 20/09399-7, 14/50265-3, 14/03719-9, 18/00849-0)

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