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Investimentos, disputas simbólicas e financeirização das relações sociais no campo das entidades acadêmicas: o caso da empresa júnior

Processo: 19/25148-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de setembro de 2020
Vigência (Término): 31 de agosto de 2021
Área do conhecimento:Engenharias - Engenharia de Produção
Pesquisador responsável:Patricia Saltorato
Beneficiário:Luana Sá Trovo
Instituição-sede: Centro de Ciências em Gestão e Tecnologia (CCGT). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). Campus de Sorocaba. Sorocaba , SP, Brasil
Assunto(s):Sociologia econômica   Relação social   Grupos focais   Financeirização   Mercado financeiro   Subjetividade   Entrevista

Resumo

A associação às entidades estudantis como, empresas júniores, liga de mercado financeiro, Enactus, centros acadêmicos, atléticas, AIESEC, etc, tem sido experimentada pelos alunos do ensino superior como oportunidades de empreender investimentos simbólicos e criar valor não só sobre suas trajetórias, mas também sobre si mesmos. A sujeição da subjetividade estudantil à essa lógica de criação de valor sobre si mesmos, não se limita aos investimentos tangíveis da participação nas entidades, incluindo também a incorporação duradoura de esquemas mentais e corporais de percepção, compreensão e ação (Wacquant, 2007) inscritos em uma lógica de mercado internalizada de tal forma que eles nem se dão conta de que a mesma os esteja influenciando, mas que pouco a pouco tem equiparado as relações sociais entre os mesmos a relações de mercado. Grün (2007) discorre como a positividade atribuída à noção de mercado teria se associado à lógica do mercado financeiro e, nesse sentido, este artigo visa explorar a atuação discente por meio dessas entidades enquanto espaços de circunscrição de uma crescente influência da esfera das finanças. Para tanto será empregado o aporte da Sociologia Econômica visando retratar essa dinâmica social segundo a noção bourdieusiana de campos relacionais enquanto arenas onde se desenvolvem disputas simbólicas em busca das melhores posições na hierarquia de um campo estruturado segundo as fontes de capitais dos atores ali presentes. O espaço empírico mobilizado foi o campus de uma universidade pública nacional onde por meio da realização de entrevistas, condução de grupos focais e observação participante destaca-se uma dinâmica de financeirização de espaços até então não-econômicos ou a financeirização das relações sociais.

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