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As transformações nas relações de amizade do Imperador Juliano segundo suas ideias neoplatônicas (séc. IV d.C.)

Processo: 20/05378-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de outubro de 2020
Vigência (Término): 31 de maio de 2022
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História Antiga e Medieval
Pesquisador responsável:Margarida Maria de Carvalho
Beneficiário:Larissa Rodrigues Alves
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Humanas e Sociais (FCHS). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Franca. Franca , SP, Brasil
Assunto(s):Antiguidade tardia   Neoplatonismo   Imperadores   Elite   Amizade

Resumo

No século IV d.C. o Imperador possuía um papel central no governo do Império e precisava lidar com diferentes pessoas, principalmente com as elites romanas, por isso a compreensão da amizade na Antiguidade Tardia é fundamental para pensarmos as relações sociais e de poder deste período. Ao Imperador Juliano, personagem de nossa investigação, foram dedicados inúmeros estudos ao longo dos anos. Contudo, até a nossa Iniciação Científica , nenhuma destas pesquisas tinha colocado em discussão a temática da amizade. Nesse sentido, desejamos dar continuidade a esta tarefa durante o Mestrado. Analisando 48 das 73 epístolas de Juliano, durante a Iniciação Científica, fomos capazes de observar dois tipos de amizades descritos por este governante, associando-os aos vocábulos philía e amicitia, cada qual ligado ao seu respectivo universo cultural. Em nosso Mestrado, levantamos a hipótese de que as relações de amizade de Juliano sofreram alterações entre o momento em que ele atuou como César e quando governou como Imperador. Queremos dizer com isto que ele começou a negligenciar o tipo de amizade associado à amicitia, no arco temporal de 358 e 362 d.C. Tais mudanças guardam relação com o seu aprofundamento nos estudos filosóficos, caracterizados por um neoplatonismo teúrgico da corrente de Jâmblico e pelos mistérios orientais. Consequentemente, a maneira como este Imperador governava e concebia sua basileía também sofreu alterações. Para realizarmos nossa investigação, utilizaremos quatro discursos de Juliano - a partir das traduções em grego/francês, grego/inglês e espanhol -, que são os seguintes: Consolação a si mesmo sobre a partida do excelente Salústio; Hino a Hélios Rei; Hino à Mãe dos Deuses e Carta para Temístio, o filósofo. (AU)

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