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Poderia o exercício físico melhorar a função retiniana? Efeitos de diferentes protocolos de treinamento físico no metabolismo da clusterina/ApoJ na retina de roedores idosos

Processo: 20/04878-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de novembro de 2020
Vigência (Término): 31 de outubro de 2024
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Educação Física
Pesquisador responsável:Leandro Pereira de Moura
Beneficiário:Thaís Dantis Pereira de Campos
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Limeira , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:15/07199-2 - Papel da clusterina/ApoJ na sinalização da insulina em resposta ao exercício físico em roedores e em humanos, AP.JP
Assunto(s):Biologia molecular   Exercício físico   Treinamento aeróbio   Acuidade visual   Envelhecimento   Clusterina   Retina   Inflamação   Proteína-1 relacionada a receptor de lipoproteína de baixa densidade   Proteína-2 relacionada a receptor de lipoproteína de baixa densidade

Resumo

O envelhecimento é um processo natural do ciclo da vida caracterizado por uma perda progressiva da função do tecido e uma maior suscetibilidade a lesões e doenças, esta condição é comumente associada à inflamação sistêmica. Ademais, este quadro está atrelado a prejuízos à saúde e vem aumentando sua incidência em âmbito mundial, principalmente em países desenvolvidos. Este "envelhecimento inflamatório", tem sido correlacionado como responsável pelo surgimento de diversas doenças oculares e consequentemente aos danos na acuidade visual. Mais especificamente, os níveis de hemoglobina glicada, estresse oxidativo e inflamação, parecem estar associados às disfunções da glândula lacrimal, implicando no desenvolvimento e agravamento da Cerato-Conjuntivite Sicca ou popularmente conhecida como Doença do Olho Seco. Em casos mais graves e extremos, a condição de envelhecimento e inflamação podem desencadear severos prejuízos à visão. Neste cenário, além de suas inúmeras funções metabólicas, a clusterina tem sido descrita como protetora da superfície ocular por um mecanismo de vedação, que auxilia na sobrevivência celular. Por outro lado, é sabido que o exercício físico pode atuar como uma importante ferramenta não farmacológica no combate à inflamação. Entretanto, ainda, nenhum estudo investigou se a prática regular de diferentes protocolos de exercícios físicos pode modular os níveis de lágrima e a via de sinalização da clusterina na retina e, então, promover melhora na acuidade visual. Assim sendo, o presente estudo terá como objetivo elucidar o papel de diferentes protocolos de exercícios físicos de curto prazo (aeróbio e força) no metabolismo de clusterina e de proteínas pró e anti-inflamatórias na retina de camundongos idosos. Como resultados preliminares, através de bioinformática, observamos que há genes de clusterina e de seu receptor LRP1/2 na retina de camundongos. Adiante, com o projeto já em andamento, observamos que camundongos idosos, com 25 meses de idade, apresentaram redução nos valores de kITT comparados ao grupo jovem, camundongos com 2 meses de idade. Após a conclusão desse estudo, espera-se descobrir se o exercício físico é capaz de promover alterações no sistema ocular e se sim, desvendar se através do metabolismo da clusterina, esta prática consegue melhorar a acuidade visual. (AU)

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