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Implantação de procedimentos de extração e quantificação de proteínas em plantas geneticamente modificadas e proteínas alergênicas presentes em alimentos pela técnica de ELISA (Enzyme Linked Immunonosorbent Assay)

Processo: 20/09610-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de agosto de 2020
Vigência (Término): 31 de março de 2021
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Ciência e Tecnologia de Alimentos - Ciência de Alimentos
Pesquisador responsável:Janete Walter Moura
Beneficiário:Diego Munhoz Gomes
CNAE: Atividades profissionais, científicas e técnicas não especificadas anteriormente
Vinculado ao auxílio:17/01673-0 - Implantação de procedimentos de extração e quantificação de proteínas em plantas geneticamente modificadas e proteínas alergênicas presentes em alimentos pela técnica de ELISA (Enzyme Linked ImmunonoSorbent Assay), AP.PIPE
Assunto(s):Rotulagem de alimentos   Alimentos transgênicos   Proteínas   Expressão de proteínas   Ensaio de imunoadsorção enzimática

Resumo

O Tecam Laboratórios é uma empresa nacional, que realiza um amplo escopo de análises nas áreas de físico-química, microbiologia, biologia molecular, toxicologia e ecotoxicologia. O laboratório é acreditado pelo INMETRO nas normas de qualidade segundo as Boas Práticas de Laboratório (BPL) e a ABNT NBR ISO/IEC 17025, além disso possui Certificado em Biossegurança (CQB) para trabalhar com Organismo Geneticamente Modificado (OGM). O laboratório de Biologia Molecular iniciou as atividades em 2001, graças ao apoio da FAPESP, oferecendo ao mercado de alimentos a análise de OGM em soja e milho pela técnica da Reação em Cadeia da Polimerase (PCR). Com a chegada dos alimentos geneticamente modificados ao mercado surgiu a necessidade de realizar avaliação de segurança de organismos derivados da biotecnologia em relação a saúde do homem e dos animais, bem como do meio ambiente. Internacionalmente o princípio da equivalência substancial tem sido adotado na avaliação da segurança de OGMs, que consiste na comparação das características da planta modificada com a planta convencional. A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), responsável pela aprovação dos alimentos transgênicos no Brasil, também adota o princípio da equivalência substancial para avaliação de biossegurança de OGMs com base na Lei nº 11.105/2005 e Resolução Normativa nº 5 de 2008. Desde 2006 o Tecam realiza estudos da composição de OGMs que envolve macro, micronutrientes, anti-nutrientes e metabólitos, mas não realiza a quantificação das proteínas transgênicas expressas na planta. As empresas produtoras dos OGMs realizam essas análises nos laboratórios dos seus centros de pesquisa ou em laboratórios prestadores de serviço no exterior por falta de capacitação de laboratórios prestadores de serviço nessa especialidade no país. O projeto visa o desenvolvimento desse know how, que hoje está restrito a área acadêmica nacional e laboratórios externos, para o aumento da competitividade da empresa. A estrutura laboratorial e a técnica diferenciada necessárias a análise de proteína, que teve início na Fase I e será finalizada na Fase II, possibilitará a abertura uma nova área de atividade e conhecimento na empresa. Ao oferecer um portfólio de serviços mais completo aos seus clientes a empresa agrega valor por amostra recebida bem como se capacita a conquistar novos clientes da área de biotecnologia. O laboratório de expressão e quantificação de proteína também possibilitará o crescimento da empresa em outros segmentos, hoje o mercado de alimentos é obrigado a informar ao consumidor a presença proteínas alergênicas em seus produtos. Esse desenvolvimento tecnológico na empresa também atende aos interesses do país pois os serviços contratados no exterior poderão ser contratados no mercado interno. Na fase I, realizamos um experimento piloto no qual uma curva padrão foi estabelecida para a proteína 2m-EPSPS (a enzima 5-enolpiruvilshikimate-3-fosfato sintase) e demonstramos a capacidade de extrair e quantificar a proteína 2m-EPSPS em amostras liofilizadas de algodão convencional fortificadas com a referida proteína. Na fase II nos propomos a determinar o teor da proteína 2mEPSPS em diferentes tecidos e nas diferentes fases do desenvolvimento do algodão in natura. O desafio dessa fase está em implantar um procedimento robusto, que seja suficientemente sensível para discriminar diferentes quantidades de proteína modificada, de acordo com a expressão do gene nas diferentes partes e etapas de desenvolvimento da planta. Na Fase III a nova área de atuação da empresa permitirá a implementação de procedimentos para análise de proteína de outras culturas vegetais conforme interesse do mercado. Em especial, poderemos atender empresas nacionais como a EMBRAPA que desenvolve plantas GM destinados principalmente ao mercado doméstico, caso do feijão GM por ela desenvolvido.

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