Busca avançada
Ano de início
Entree

Trinta e seis anos de dinâmica de um hectare de uma floresta estacional

Processo: 20/05533-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de setembro de 2020
Vigência (Término): 31 de agosto de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Ecologia - Ecologia de Ecossistemas
Pesquisador responsável:Ricardo Ribeiro Rodrigues
Beneficiário:Thiago Almeida Bueno
Instituição-sede: Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:18/18416-2 - Compreendendo florestas restauradas para o benefício das pessoas e da natureza - NewFor, AP.BTA.TEM
Assunto(s):Conservação da biodiversidade   Fragmentos florestais   Floresta estacional semidecidual   Serviços ambientais

Resumo

Esta proposta tem como objetivo fazer a remedição, 36 anos depois da primeira medição, de um fragmento urbano de Floresta Estacional Semidecidual espacialmente isolado de outros fragmentos por pelo menos 100 anos, que vem sofrendo modificações significativas em sua composição e estrutura ao longo do tempo. Essa remedição tem como objetivo gerar dados que permitam explicitar as alterações temporais (36 anos) de estrutura (área basal e altura) e riqueza desse pequeno fragmento florestal urbano (252 ha), identificar padrões dessas alterações e comparar esses padrões com alterações temporais de grandes fragmentos florestais não urbanos protegidos em Unidades de Conservação, com dados já disponíveis na literatura e/ou banco de dados. No interior desse fragmento de Floresta Estacional Semidecidual em Campinas, SP (Reserva Municipal de Santa Genebra-RMSG), com 252 ha, foi instalada, em 1983, uma parcela permanente de 1 ha em trecho de floresta em estágio sucessional avançado, na porção central do fragmento, para amenizar os efeitos de borda. Nessa avaliação de 1983, as árvores com circunferência do caule (CAP) ³ 15 cm foram mapeadas, suas circunferências e alturas registradas e a espécie identificada. Essa parcela permanente foi remedida em mais quatro reavaliações a partir de 1983 até 2004, somando até o momento, um período de avaliação da dinâmica florestal de 20,6 anos. Durante esse tempo de avaliação (20,6 anos), houve diminuição significativa no número de indivíduos, na área basal por parcela, bem como na altura das árvores amostradas e uma densidade líquida de indivíduos negativa, com redução do provimento de serviços ecossistêmicos. Houve reduções numéricas das populações do dossel e também redução drástica nas populações de subdossel, comprometendo a perpetuação desse fragmento. A alteração na composição dos indivíduos regenerantes sinalizou uma alteração do dossel futuro, que resultará num retrocesso sucessional. A dinâmica na RMSG retratou um declínio estrutural resultante da combinação de vários fatores internos e antrópicos. No entanto, o resultado obtido a partir das quatro amostragens não permitiu efetuar uma análise conclusiva de tendência de degradação da comunidade. Assim, essa IC visa re-amostrar 36 anos após a primeira medição, uma comunidade florestal protegida como UC há pelo menos 40 anos para, com base nos padrões de alterações identificados, discutir as alterações no provimento de serviços ecossistêmicos (biodiversidade e carbono) e discutir a possibilidade de adoção de ações de manejo adaptativo que revertam os efeitos dessas alterações, já que essa é a realidade da grande maioria dos fragmentos florestais do sudeste brasileiro. Esses resultados poderão contribuir na sustentação científica de boas políticas públicas de conservação e recuperação de fragmentos florestais no Brasil, que é uma exigência da lei ambiental brasileira (Lei 12.651, de março de 2012).

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre a bolsa:
Matéria(s) publicada(s) em Outras Mídias (0 total):
Mais itensMenos itens
VEICULO: TITULO (DATA)
VEICULO: TITULO (DATA)