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A teoria de duplo aspecto de Nagel e o problema dos qualia

Processo: 20/05024-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de setembro de 2020
Vigência (Término): 31 de agosto de 2021
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Filosofia - Epistemologia
Pesquisador responsável:Marcos Antonio Alves
Beneficiário:Heder da Silva Almeida
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia e Ciências (FFC). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Marília. Marília , SP, Brasil
Assunto(s):Filosofia da mente   Dualismo   Estrutura qualia   Processos mentais   Análise crítica do discurso

Resumo

A Filosofia da Mente investiga questões como os referentes ao problema da relação mente-corpo, à natureza dos processos mentais e suas relações com a ação, à possibilidade de uma abordagem explicativa objetiva e quantitativa de tais processos. Thomas Nagel desenvolve uma abordagem, conhecida como Teoria de Duplo Aspecto, ou Dualismo de Propriedades, buscando oferecer respostas a questões como estas. Por um lado, ele se diferencia das abordagens fisicalistas da mente, ao pressupor uma dualidade entre o mental e o físico. Por outro lado, distancia-se dos dualismos substanciais, ao negar a existência de duas entidades quando nos referimos a mentes e corpos. Para Nagel o cérebro é a sede da vida mental, mas os estados conscientes não são meros estados físicos. Este órgão do corpo possui um conjunto de propriedades físicas e outro de propriedades mentais, irredutíveis ao físico. Neste projeto, propomos uma análise crítica da Teoria de Duplo Aspecto, considerando a sua posição no tocante à impossibilidade de uma concepção epistemológica dos qualia. Pretendemos tratar do seguinte problema: seria o Dualismo de Propriedades uma perspectiva satisfatória para a explicação dos processos mentais? Nossa hipótese é a de que, dado o caráter subjetivo e qualitativo desses processos, tal dualismo configura uma abordagem explicativa mais apropriada deles do que as vertentes fisicalistas, que reduzem o mental ao físico, ou de abordagens dualistas como a substancial, que necessitam advogar a existência de uma entidade independente do corpo para explicar os processos mentais.

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