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Qualidade das argilas e o magnetismo do solo: ambientes de produção para cafeicultura tropical

Processo: 20/11402-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa eScience - PIPE
Vigência (Início): 01 de setembro de 2020
Vigência (Término): 30 de abril de 2021
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Agronomia - Ciência do Solo
Pesquisador responsável:Diego Silva Siqueira
Beneficiário:Diego Silva Siqueira
Vinculado ao auxílio:19/16421-1 - Qualidade das argilas e o magnetismo do solo: ambientes de produção para cafeicultura tropical, AP.eScience.PIPE
Assunto(s):Agricultura digital   Sensores   Solo tropical

Resumo

O Brasil é responsável por um terço da produção mundial de café commodity, porém ainda não explora todo seu potencial no mercado premium de cafés especiais. O solo impacta diretamente à economia, biodiversidade e pode ser uma das causas para compreensão do terroir em cafés especiais. Para cada R$ 1 investido no mapeamento do solo podem ser retornados até R$ 185, segundo Programa Nacional de Solos do Brasil. Porém, informações detalhadas sobre esse recurso natural são necessárias para estabelecer relação precisa e representativa das condições de campo entre solo e as características sensoriais do café (terroir). Diferentes procedimentos e técnicas tem sido propostas para atender essa demanda detalhada sobre o solo, que além de ser o 15º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU para o milênio, impacta um mercado de U$ 8 trilhões de dólares das AgroFoodTechs globais. O objetivo com esse projeto é identificar e mapear ambientes com diferentes potenciais para cafés especiais com base na qualidade das argilas avaliadas pelo magnetismo do solo. Serão identificadas classes magnéticas com diferentes proporções mineralógicas que podem influenciar nas diferentes nuances do café, riqueza de sabor e aroma mais acentuados, gerando um mapa de terroir. Serão escolhidas duas áreas pilotos representativas das macrorregiões produtoras de cafés especiais (Cerrado Mineiro e Sul de Minas). Nas áreas piloto serão escolhidos talhões com mesma altitude, solo, variedade, idade, espaçamento e manejo. Com base no magnetismo do solo esses talhões serão subdivididos em ambientes de produção com base no mapa de magnetismo do solo. Será realizada amostragem estratificada da planta por classe magnética para avaliação sensorial da qualidade de bebida. A qualidade das argilas identificada por magnetismo poderá agregar valor em certificações e selos como: selo de origem e qualidade da Região do Cerrado Mineiro, Certificado Rainforest Alliance, UTZ Certified, Associação 4C, Certificação Fairtrade, Selo Orgânico e Programa Cafés Sustentáveis do Brasil (PCS). Dessa forma o ambiente magnético poderá orientar tanto no planejamento estratégico à nível de cooperativas, ajudando na definição de estratégias de compra e venda de cafés especiais com base no potencial regional, quanto à nível tático e operacional, ajudando cafeicultores na colheita estratificada permitindo a construção de micro lotes com maior valor agregado no produto final. Mais do que valor comercial, essa tecnologia pode ter valor social, pois, devido a sua versatilidade, poderá ser implantada em produtores com diferentes níveis tecnológicos e áreas de diferentes tamanhos.

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