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História, literatura e política na Primeira República: a crônica militante de Domingos Ribeiro Filho na revista Careta

Processo: 20/07735-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de setembro de 2020
Vigência (Término): 31 de agosto de 2021
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História do Brasil
Pesquisador responsável:Denilson Botelho de Deus
Beneficiário:Juliana Amorim da Cruz
Instituição-sede: Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (EFLCH). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Guarulhos. Guarulhos , SP, Brasil
Assunto(s):História social   Imprensa   Militância   Crônica   Pesquisa bibliográfica   Análise documentária

Resumo

Esta pesquisa pretende investigar parte da trajetória do literato Domingos Ribeiro Filho (1875-1942) na revista Careta, publicada no Rio de Janeiro. Tendo colaborado com seus escritos neste periódico entre 1911 e 1934 - colaboração essa até hoje pouco estudada -, a proposta consiste em analisar os primeiros anos (1924-1925) de sua atuação numa coluna específica, intitulada "Looping the loop", na qual suas crônicas abordavam questões da vida cotidiana, ao mesmo tempo em que se constituíam em espaço privilegiado para o exercício de sua militância política anarquista. O eixo central da pesquisa é justamente a análise do modo e das estratégias empregadas pelo literato, no sentido de articular o seu ideário político-ideológico ao abordar diferentes aspectos da realidade vivida nos anos 1920 na Capital Federal. Sendo a Careta uma revista das mais conhecidas na época, que conjugava a crítica política, social e de costumes com a sátira em suas páginas - a começar pelas charges frequentemente estampadas como ilustração em suas capas -, a proposta é investigar os significados da militância política do autor das crônicas publicadas na coluna em questão, examinando as condições e as redes de relações que tornaram possível a sua presença num veículo da imprensa de grande circulação na época. Em se tratando de uma pesquisa desenvolvida no campo da história social da literatura, o pressuposto teórico adotado implica em conceber o texto literário numa perspectiva dialética e materialista. Ou seja, entende-se que a crônica é uma das formas através das quais o autor participa do movimento da história e nela interfere com a sua produção literária, que é ao mesmo tempo determinada pelos mais variados fatores da realidade em que é produzida - a exemplo do que preceituam autores como Raymond Williams e Antonio Candido, entre outros. Portanto, interessa explorar nessa pesquisa o potencial dessas crônicas como documento e fonte para a história do Brasil na última década do que se convencionou denominar como Primeira República.

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