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Análise da atividade de PAR-2 na progressão de células tumorais via administração de seu agonista

Processo: 19/18910-0
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de março de 2020
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Aplicada
Pesquisador responsável:Ana Paula Lepique
Beneficiário:Victor Hideki Yamada
Instituição Sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Infecções por Papillomavirus   Microambiente tumoral   Células tumorais   Imunomodulação   Triptases   Progressão tumoral   Técnicas in vitro   Modelo experimental
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:modelo in vitro | papilomavírus humano | Par-2 | progressão tumoral | Triptase | Imunomodulação

Resumo

No microambiente tumoral, meio extracelular no qual células tumorais se localizam, há a liberação de diversos fatores que propiciam a progressão da doença. Tais fatores podem tanto favorecer diretamente a proliferação do tumor quanto indiretamente, alterando a resposta imune local. O papilomavírus humano (HPV), por exemplo, pode levar ao desenvolvimento do câncer cervical ao infectar queratinócitos do trato genital feminino, alterando o microambiente normal para um mais favorável para o desenvolvimento tumoral. A fim de identificar alvos moleculares em tumores do colo uterino, nosso laboratório realizou biopannings utilizando uma biblioteca de peptide phage display contra células tumorais derivadas de tumores do colo uterino, SiHa e HeLa. Entre as sequências peptídicas com alta afinidade de ligação a essas células, encontramos uma com similaridade à triptase. Triptase é uma enzima secretada por mastócitos, que tem atividade proteolítica e é capaz de ativar o Receptor Ativado por Proteases 2 (PAR-2). Como estabelecido na literatura, a ativação de PAR-2 tem papel mitogênico em células tumorais. Projeto realizado por um aluno de doutorado do laboratório indicou que mastócitos, que entre outros fatores secretam triptase, poderiam ter efeito sobre a proliferação de células de tumor associadas ao HPV. No projeto, efeitos só eram observados em condições de cultura onde havia uma proporção de 1:1 entre células tumorais e mastócitos. Essa razão entre a frequência de mastócitos e células tumorais não é observada em nenhum tipo de tumor em humanos. Apesar disso, sabe-se que a frequência de mastócitos aumenta com a progressão tumoral, e que em modelos experimentais, a atividade de mastócitos é importante para a carcinogênese. Com isso, nós levantamos a hipótese de que mastócitos, ou triptase secretada por mastócitos, poderia ter papel na viabilidade e proliferação de células imortalizadas. Portanto, este projeto visa determinar o papel da triptase e da ativação de PAR-2 na progressão tumoral em células imortalizadas por HPV.

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