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Hipertensão arterial sistêmica e diabetes descontrolados aceleram o declínio da memória e da função executiva em pessoas com mais de 50 anos de idade?

Processo: 20/02040-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de março de 2020
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2022
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Saúde Coletiva - Epidemiologia
Pesquisador responsável:Tiago da Silva Alexandre
Beneficiário:Natália Cochar Soares
Instituição-sede: Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:18/13917-3 - Envelhecimento musculoesquelético: repercussões metabólicas, funcionais e risco de mortalidade em pessoas com mais de 50 anos de idade, AP.JP
Assunto(s):Hipertensão   Diabetes mellitus   Cognição   Geriatria   Memória

Resumo

Há evidências de que indivíduos com diabetes e hipertensão arterial sistêmica não controlados tendem a desenvolver mais complicações relacionadas a essas doenças, inclusive declínio cognitivo. No entanto, percebe-se escassez de estudos longitudinais que avaliem tal condição. Sendo assim, o objetivo do presente projeto é analisar a trajetória do desempenho da memória e da função executiva em indivíduos com mais de 50 anos de idade com hipertensão arterial sistêmica e diabetes não controlados em doze anos de acompanhamento assim como verificar se existem diferenças de sexo nessas trajetórias. Para isso serão utilizados dados de 7.666 participantes do English Longitudinal Study of Ageing (Estudo ELSA). Os desfechos do estudo serão o desempenho da memória, avaliado pela lista de palavras, e da função executiva, avaliada pelo teste de fluência verbal. A exposição será classificada de acordo com o estado de hipertensão arterial sistêmica e diabetes de cada indivíduo pelo autorrelato e pelas medidas da pressão arterial e da hemoglobina glicada (HbA1c). Serão classificados como "não diabéticos" os participantes que não relatarem diabetes e apresentarem níveis de HbA1c < 6,5%; "diabéticos controlados" aqueles que relatarem diabetes e apresentarem níveis de HbA1c < 7% e "diabéticos não controlados" aqueles que relatarem diabetes e apresentarem níveis de HbA1c e 7%. Serão classificados como "não hipertensos" aqueles que não relatarem hipertensão e apresentarem pressão arterial sistólica d 139 mmHg e pressão arterial diastólica d 89 mmHg; "hipertensos controlados" aqueles que relatarem hipertensão e apresentarem pressão arterial sistólica < 140 mmHg e diastólica < 90 mmHg e "hipertensos não controlados" aqueles que relatarem hipertensão e apresentarem pressão arterial sistólica e 140 mmHg e/ou diastólica e 90 mmHg. Por fim, os participantes serão classificados em nove grupos combinatórios de acordo com a presença ou não e o controle de diabetes e hipertensão arterial sistêmica. Para as análises de trajetória da memória e da função executiva serão utilizados modelos mistos lineares generalizados, estratificados por sexo, e controlados por variáveis sociodemográficas, hábitos de vida e condições de saúde. Espera-se que os indivíduos diabéticos e hipertensos não controlados apresentem maior comprometimento da memória e da função executiva nos doze anos de acompanhamento e que haja diferença entre os sexos na trajetória desse desfecho. (AU)

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