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Avaliação da influência do método de manejo menstrual na manutenção da microbiota vaginal

Processo: 19/21696-0
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2019
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2021
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:Márcia Guimarães da Silva
Beneficiário:Beatriz Cassolatti Graciolli
Instituição Sede: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Assunto(s):Saúde da mulher   Microbiota   Vagina   Menstruação   Absorventes higiênicos
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Coletor menstrual | infecções sexualmente transmissíveis | Microbiota vaginal | Saúde da mulher

Resumo

Introdução: Coletores menstruais são flexíveis, reutilizáveis, produzidos em silicone hipoalergênico e ajustáveis ao corpo. Existentes desde a década de 40, esse método de manejo menstrual vem ganhando mais adeptas nos últimos anos. Além das vantagens econômicas e ambientais, é possível que o uso de coletor menstrual influencie alterações de microbiota vaginal e de suas consequências adversas em comparação ao uso de absorvente externo. Pacientes e Métodos: Trata-se de estudo prospectivo, longitudinal, com mulheres em idade reprodutiva, com ciclos menstruais regulares, cujo método de escolha para manejo menstrual seja o absorvente externo. Nos primeiros três ciclos menstruais, as participantes serão instruídas a utilizar seu método habitual de manejo menstrual (absorvente externo). Nos três ciclos consecutivos elas serão orientadas a utilizar o coletor menstrual que será oferecido pelo grupo de pesquisa. No momento do recrutamento (M1) e nas visitas seguintes (M2 a M6), imediatamente após a entrevista para obtenção de informações sobre antecedentes ginecológicos e comportamento sexual, todas as mulheres realizarão exame ginecológico com inserção de espéculo de Collins, não lubrificado. Durante o exame físico, o pH vaginal será medido deixando 1 minuto de contato direto entre as tiras de pH (4,0-7,0; Merck, Darmstadt, Alemanha) e o terço médio da parede vaginal. Para avaliação da microbiota vaginal, amostras do conteúdo serão coletadas com swab do terço médio da parede vaginal e o padrão de microbiota será classificado de acordo com os critérios de Nugent et al. (1991), Cybley & Cybley (1991), Donders et al. (2002) e para detectar a presença de morfotipos de Candida spp. Será realizado teste com hidróxido de potássio por adição de uma gota de solução de 10% de KOH (v/v) ao swab com conteúdo vaginal. O resultado será interpretado como negativo, duvidoso ou positivo (whiff test). Amostras endocervicais serão coletadas com cytobrush para análises moleculares de infecção por Papilomavírus Humano, Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae. Amostra adicional com representação de epitélio escamoso e glandular será coletada para citologia oncótica. Finalmente, amostra do fundo de saco da vagina será coletada com espátula de Ayre para pesquisa de Trichomonas vaginalis em meio líquido de Diamond. Em cada visita do seguimento longitudinal amostras vaginais serão recoletadas para avaliação da microbiota. Nos momentos M1 e M3 do seguimento longitudinal amostras endocervicais e de fundo de saco também serão coletadas para pesquisa de Infecções sexualmente transmissíveis. Os dados obtidos no estudo serão analisados por testes estatísticos adequados respeitando-se os pressupostos determinados pelos resultados. O nível de significância adotado para os testes empregados será de 5%.

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