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Memórias da resistência na obra de Diana Andringa

Processo: 19/18808-0
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 10 de novembro de 2019
Vigência (Término): 17 de janeiro de 2020
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Letras - Outras Literaturas Vernáculas
Pesquisador responsável:Aparecida de Fatima Bueno
Beneficiário:Aparecida de Fatima Bueno
Anfitrião: Maria do Carmo Picarra Ramos
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa: Universidade Nova de Lisboa, Portugal  
Assunto(s):Pós-colonialismo   Documentário

Resumo

A produção documental da jornalista Diana Andringa se caracteriza por uma revisitação crítica do salazarismo, iniciada no período em que trabalhou na RTP, de 1978 a 2001, e que se acentua a partir de seu desligamento da emissora, quando passa a atuar como documentarista independente. Da primeira fase, destacam-se os documentários Goa, 20 anos depois (1981), Geração de 60 (1989), Aristides de Sousa Mendes, o cônsul injustiçado (1992) e Humberto Delgado, obviamente assassinaram-no (1994); os dois últimos realizados por Teresa Olga, com argumento de Diana Andringa. A partir de 2001, sobressaem os filmes relacionados ao passado colonial português: Timor, o sonho do crocodilo (2002), As duas faces da guerra (2007), em parceria com o cineasta guineense Flora Gomes, Dundo, memória colonial (2009), Tarrafal, memórias do campo da morte lenta (2010) e Operação Angola: fugir para lutar (2015). Uma visada neste corpus revela a coerência do conjunto da obra de Andringa, em sua atuação como documentarista na busca por resgatar personagens e fatos históricos silenciados durante o Estado Novo, desde o período em que atuava na RTP. Nosso objetivo, a partir de um levantamento mais completo dessa obra, é o de sistematizar e refletir sobre o seu papel no processo de revisitação do passado português no último século. A pesquisa bibliográfica em instituições portuguesas, aliada à possibilidade de entrevistar a realizadora, faz-se fundamental para a preparação de um ensaio voltado, sobretudo, para os filmes dedicados ao espaço colonial português. O projeto está articulado com o grupo de pesquisa que coordeno, Colonialismo e pós-colonialismo em português (CPCP).

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