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Desenvolvimento de suplemento funcional proteico mineral de origem animal (insetos) para ração animal

Processo: 18/24068-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE
Vigência (Início): 01 de novembro de 2018
Vigência (Término): 31 de julho de 2019
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Zootecnia - Nutrição e Alimentação Animal
Pesquisador responsável:Maria Lucia Cocato
Beneficiário:Maria Lucia Cocato
Empresa:Metamorphosis Biotechnology Pesquisas Científicas Eireli
CNAE: Criação de suínos
Vinculado ao auxílio:18/01038-5 - Desenvolvimento de suplemento funcional proteico mineral de origem animal (insetos) para ração animal, AP.PIPE
Assunto(s):Suplementos proteicos para animais   Suplementos minerais para animais   Ração   Tenebrio   Insetos   Prebióticos   Farinhas para animais

Resumo

Insetos têm sido consumidos por seres humanos há milhares de anos. No entanto, sua produção comercial em grande escala é mais recente. No Brasil, insetos comestíveis são usados apenas na alimentação animal. Embora altamente ricos em proteínas e lipídios, os insetos não possuem, em quantidades adequadas, alguns nutrientes minerais, que precisam ser adicionados às rações animais através de suplementos. Uma alternativa a esse procedimento é a fortificação do próprio inseto com o mineral de interesse. Estudos de fortificação foram realizados principalmente para cálcio. No projeto atual de pesquisa e inovação serão estudadas fortificações com outros metais. Além disso, uma abordagem inovadora será estudada envolvendo o uso de compostos prebióticos com o objetivo de aumentar a biodisponibilidade desses metais (naturalmente presentes ou fortificados em seus tecidos). Objetivos: Produção de suplemento alimentar para rações animais, na forma de farinha (ou mistura de farinha), derivado de inseto como fonte protéica e enriquecida em minerais essenciais e prebióticos. Metodologia: Estudos sobre a fortificação de larvas de insetos (Tenebrio molitor) com metais selecionados e um composto bioativo (prebiótico) serão realizados. Estudos sobre bioacessibilidade de metais serão realizados simultaneamente para identificar a concentração de metal absorvida que alcance a melhor solubilidade. Durante todo o desenvolvimento, será realizado um controle rigoroso dos parâmetros nutricionais da farinha derivada de insetos (quantidades de: proteína, lipídios, metais essenciais, etc.). Estudos de biodisponibilidade e vida útil são planejados para serem conduzidos durante o PIPE II. Resultados esperados: Espera-se que as fortificações de larvas de insetos com ferro e manganês aumentem a oferta desses minerais para os animais, na sua forma orgânica, mais biodisponível. A adição de prebióticos visa aumentar ainda mais a biodisponibilidade dos metais e, ao mesmo tempo, contribuir para a melhoria da saúde do plantel. Os estudos de biodisponibilidade (planejados para PIPE II) ajudarão na precisão com que as dietas serão formuladas para atender os requisitos nutricionais dos animais de forma mais justa, reduzindo as margens de segurança geralmente empregadas na formulação. Estudos de prateleira ajudarão o cliente a planejar as quantidades do produto a serem compradas com menos risco de perda. Assim, espera-se produzir um suplemento capaz de melhorar a qualidade da alimentação e a saúde dos animais, com consequente redução de custos para o consumidor do nosso produto. Impactos: O Brasil é o maior produtor mundial de proteína animal, exigindo a produção de 71 milhões de toneladas de ração animal em 2017. O uso de insetos nesta cadeia produtiva ainda é incipiente. Portanto, existe um enorme espaço para novos produtos e produtores. O produto a ser desenvolvido neste projeto traz uma nova proposta de composição, qualidade e qualificação (PIPE I) ainda não identificada no mercado, incluindo o mercado internacional. A segunda fase do projeto, PIPE II, será dedicada, entre outros, a estudos sobre ganhos econômicos. Assim, com produtos de qualidade e preço competitivo, esperamos conquistar progressivamente parte deste mercado. (AU)

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