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Sistema integrado de gestão de cooperativas de consumidores de energia proveniente de geração distribuída compartilhada

Processo: 18/17606-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE
Vigência (Início): 01 de setembro de 2018
Vigência (Término): 31 de maio de 2019
Área do conhecimento:Engenharias - Engenharia Elétrica - Sistemas Elétricos de Potência
Pesquisador responsável:Guilherme Luiz Susteras
Beneficiário:Guilherme Luiz Susteras
Empresa:Nova Sun - Sim Energias Renováveis Ltda. - ME
CNAE: Geração de energia elétrica
Desenvolvimento de programas de computador sob encomenda
Gestão de ativos intangíveis não-financeiros
Vinculado ao auxílio:17/22410-7 - Sistema integrado de gestão de cooperativas de consumidores de energia proveniente de geração distribuída compartilhada, AP.PIPE
Assunto(s):Geração distribuída   Cooperativas   Consumidor

Resumo

A Resolução Normativa (REN) ANEEL 687/2015 [1] introduziu a figura da Geração Compartilhada (GC), viabilizando a democratização do acesso à geração distribuída, permitindo que consumidores cujas unidades não atendam aos requisitos técnicos para instalação de unidade de geração própria (ex.: moradores de apartamentos, inquilinos, proprietários de casas com telhados inadequados, etc.) se unam em uma cooperativa para, juntos, usufruírem da energia produzida por uma planta instalada em local remoto e otimizado. A despeito da norma estar em vigor desde março/2016 e do observado crescimento na quantidade total de unidades com geração distribuída, há ainda poucas cooperativas que se beneficiaram da inovação trazida pela regulamentação [2]. Uma das possíveis barreiras para o surgimento das cooperativas é a complexidade de gestão exigida pela Lei 5.764/1974 [4]. Com vistas a apoiar a viabilização do desenvolvimento desse mercado, o objetivo deste projeto é desenvolver um sistema integrado de gestão de cooperativas de consumidores de energia proveniente de geração distribuída compartilhada, permitindo: *acompanhamento do desempenho técnico-operacional da usina; *auditoria dos créditos de energia alocados nas faturas dos cooperados; *automatização dos processos de troca de informações com a distribuidora; *avaliação da adequação da usina; *quantificação dos benefícios socioambientais proporcionados pelo consumo da energia oriunda de fonte renovável; *gestão administrativo-financeira da cooperativa, incluindo o atendimento às exigências legais; e *transparência das informações sobre a cooperativa para os cooperados. Para tal, o sistema deverá ser capaz de receber as informações da geração da(s) usina(s) pertencentes à cooperativa e dos consumos dos cooperados (idealmente em tempo real, mas não necessariamente). Ainda, o sistema deverá incorporar os fluxos dos processos de relacionamento entre cooperativa e distribuidora e de atendimento às obrigações legais. Finalmente, o sistema deverá ter uma interface amigável para permitir que os cooperados acessem as informações de interesse a qualquer momento. O trabalho será organizado em 7 etapas: 1) levantamento dos requisitos funcionais e técnicos, através do mapeamento dos fluxos de processos e de informações, das interfaces e das obrigações legais; 2) pesquisa de componentes disponíveis no mercado que sejam capazes de atender modularmente os sub-requisitos identificados na etapa 1; 3) identificação das lacunas entre os requisitos definidos na etapa 1 e os componentes disponíveis mapeados na etapa 2, para desenho dos componentes a serem desenvolvidos no âmbito deste projeto; 4) desenho do módulo integrador dos componentes identificados na etapa 2 e dos componentes necessários identificados na etapa 3; 5) construção dos módulos desenhados nas etapas 3 e 4, com testes de funcionalidades na usina piloto; 6) implantação do sistema em ambiente de produção e eventuais ajustes finos no produto e correções de problemas de usabilidade; e 7) documentação final e empacotamento como produto único. O resultado final será um sistema capaz de facilitar os processos de gestão técnica, administrativa e financeira de cooperativas criadas à luz da Resolução ANEEL 687/2015 e de acordo com os requisitos da Lei 5.764/1974, destravando, assim, uma das barreiras para a expansão da geração distribuída com benefícios econômicos, sociais e ambientais. (AU)

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