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Uma Arqueologia Clássica Brasileira: o Advento dos Gregos no Egeu e o Estudo Comparado da Origem dos Indo-Europeus e dos Tupis

Processo: 18/06265-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2018
Situação:Interrompido
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Arqueologia - Arqueologia Histórica
Pesquisador responsável:Maria Beatriz Borba Florenzano
Beneficiário:Renan Falcheti Peixoto
Instituição-sede: Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):19/24957-9 - Discutindo Antiguidades: Reavaliando Mobilidade em uma Análise Comparativa da Arqueologia Mediterrânica e Amazônica, BE.EP.DR
Assunto(s):Indo-europeus   Arqueologia clássica

Resumo

"A chegada dos gregos" demarca os eventos relacionados ao advento das populações falantes do grego no Egeu. Quando, por que e como esse acontecimento tomou forma faz parte da questão arqueológica, linguística e genética das origens dos indo-europeus e sua rota de infiltração na Eurásia. A identidade linguística das populações passadas estudadas por meio de seu componente arqueológico é um tópico que congrega preocupações atuais de uma multitude de estudiosos ao redor do mundo. No Brasil, a arqueologia em torno das origens Tupi talvez seja o afluente mais instigante desse debate em vistas das dificuldades inerentes à proeminência dos registros arqueológicos de sociedades pré-literárias e alta variabilidade linguística, a Torre de Babel atestada pelos colonizadores portugueses que desembarcaram aqui em 1500. Uma arqueologia clássica brasileira é uma proposta de enraizamento de uma questão clássica da arqueologia europeia no debate das origens e expansão Tupi nas terras baixas tropicais com o intuito de semear um diálogo situacional de um processo investigativo iniciado longe dos centros de pesquisa europeus. Tendo-se sob perspectiva uma leitura teórica atrelada à semiótica de Charles S. Peirce, foram selecionados para estudo de caso contextos arqueológicos leste e oeste da bacia do Egeu, costa da Anatólia (Troia) e continente grego (Lerna), que apresentam continuos períodos de ocupação durante a Idade do Bronze. A análise focalizará no repertório cerâmico, arquitetura doméstica e estratigrafia nos centros de área construída dessas localidades para situar o debate longue durée/histoire evéntuelle concernentes às rupturas culturais (os índices arqueológicos do advento dos gregos) e a identidade material-estilística sedimentada a longo prazo no conjunto de artefatos, comportamentos e tradições culturais. Por fim, trabalhando com alguns dos contextos arqueológicos escavados por precursores da disciplina do XIX como Heinrich Schliemann, a investigação da arché grega também insinua-se na investigação das raízes do pensamento arqueológico "para discutir antiguidades ou coisas ultrapassadas" (Tu. 7.69) tanto da história da arqueologia européia de um modo geral, quanto da historiografia sobre o passado grego.

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