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Aquisição de estrutura silábica ou de regra de sândi vocálico? O caso do português brasileiro

Processo: 18/01291-2
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 07 de julho de 2018
Vigência (Término): 06 de novembro de 2018
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Linguística - Psicolinguística
Pesquisador responsável:Raquel Santana Santos
Beneficiário:Raquel Santana Santos
Anfitrião: Myriam (Maria) Uribe-Etxxebarria Goti
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa: Universidad del País Vasco (UPV), Espanha  
Assunto(s):Sílaba   Aquisição da linguagem   Processos fonológicos   Fonologia

Resumo

Entender o funcionamento de uma língua passa também por entender como a criança adquire a língua que ela fala. Os estudos em aquisição têm, assim, dado considerável atenção aos diferentes componentes gramaticais. No caso específico da fonologia e sua aquisição, uma maior atenção foi dada, até o momento, para a aquisição segmental e silábica (e.g Bonilha 2004, Mezzomo 2004, Matzenauer 2008, 2015 para o português brasileiro). Um pouco de atenção já foi dedicado à aquisição acentual e entoacional (e.g. Scarpa 1997, Santos 2001, Bonilha 2004 para o português brasileiro), e muito pouco se sabe sobre a aquisição de regras fonológicas que se aplicam na fala adulta. Porém, é fundamental voltarmos nossos olhos para os processos fonológicos, já que eles tornam opaca, para a criança (e para aprendizes de 2ª. língua), a estrutura fonológica.Além disso, o output infantil pode ser resultado da aquisição de diferentes processos. Por exemplo, quando uma criança diz [´ke.lu] para ´coelho´, ela está aplicando a regra de elisão erroneamente (já que esta regra só ocorre entre palavras) ou o problema é que ela ainda não produz sílabas sem ataque? É este exatamente o tema deste projeto. Nele, retomo o tema da aquisição do sândi vocálico (degeminação, elisão e ditongação) (cf. Santos 2007) à luz da concomitância da aquisição destas regras com a aquisição da estrutura silábica (cf. Santos 1998, 2001).Especificamente, tratarei de discutir as seguintes questões:a)Como diferenciar, no percurso de aquisição, a emergência da regra de elisão em relação ao apagamento de sílabas devido à sua estrutura não canônica CV? Consideremos, por exemplo, uma sentença como ´posso escutar fita´ que a criança produz como ['pT.ƒu.ku.'ta.'fi.ta]. O fato de a criança apagar a vogal no contexto em que há uma vogal mais posterior levou Santos (2007) a analisar este dado como um caso de elisão indevida. No entanto, o fato de a criança apagar toda a sílaba (inclusive a fricativa em coda) pode estar indicando que a criança não está aplicando a elisão (ou que, para a criança, a elisão consiste no apagamento não só da vogal mas de toda sílaba).b)O que motiva os processos de apagamento infantil? A regra de elisão é uma regra opcional, mas a estrutura silábica não. Isso significa que, uma vez marcados os parâmetros relevantes, não deveríamos encontrar processos de simplificação (de CCV ou CVC/ CVV tornando-se CV) ou apagamento (de V para Ø). O que faz a criança continuar a apresentar estes últimos processos depois de ser capaz de produzir as sílabas mais complexas?

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Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
RAQUEL SANTANA SANTOS; CARINA FRAGOZO. PERÍODO CRÍTICO E AQUISIÇÃO FONOLÓGICA DO INGLÊS POR FALANTES BRASILEIROS. Alfa, rev. linguíst. (São José Rio Preto), v. 64, p. -, 2020.

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