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Estrutura genética matrilinear e relações de parentesco no mico leão preto, Leontopithecus chrysopygus (primatas); uma espécie ameaçada que apresenta sistema de reprodução cooperativa

Processo: 17/26379-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de março de 2018
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2018
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética
Pesquisador responsável:Patrícia Domingues de Freitas
Beneficiário:Yngrid Karina Veltroni
Instituição-sede: Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Assunto(s):Diversidade genética   Parentesco   Variação genética   Conservação genética   Endogamia   Comportamento animal   Leontopithecus chrysopygus

Resumo

O isolamento de áreas de floresta remanescentes pode favorecer o isolamento genético de populações que antes mantinham fluxo gênico. Este fenômeno afeta diretamente a distribuição da variabilidade genética, modificando a estrutura e a dinâmica social de grupos e populações, o que interfere no processo de manutenção e sobrevivência de uma espécie, e consequentemente na propensão de ameaça de extinção. Devido ao isolamento de suas populações, os indivíduos podem procurar estratégias reprodutivas alternativas para garantir sua sobrevivência. Para algumas espécies ameaçadas, como no caso do mico-leão-preto, Leontopithecus chrysopygus, a maioria dos dados disponíveis sobre o comportamento e estrutura social se baseia em estudos realizados em espécies taxonomicamente relacionadas. Neste contexto, este trabalho pretende analisar a estrutura matrilinear de grupos sociais de L. chrysopygus de vida livre para acessar os níveis de diversidade haplotípica e inferir se os machos são de fato o sexo dispersor, o que refletiria em linhagens maternas distintas dentro de um mesmo grupo social. Além disso, dados de microssatélites serão utilizados para avaliar o grau de parentesco. Por outro lado, o estudo de animais de cativeiro permitirá caracterizar a estrutura matrilinear dos grupos cativos, e inferir se machos com origens mitocondriais distintas das fêmeas e/ou com menor grau de parentesco são mais propensos a gerar proles viáveis. Em ambos os casos, a hipótese de fuga da endogamia será testada. Para isso, dados de Studbook das populações de cativeiro e dados de microssatélites para ambas as populações, que estão sendo produzidos em um projeto de pesquisa desenvolvido em paralelo a este, serão utilizados. Tais dados, serão úteis para auxiliar o entendimento do estudo de padrões comportamentais e ecológicos em L. chrysopygus, visando fornecer informações úteis para o manejo integrado das populações de vida livre e de cativeiro, e consequentemente para conservação desta espécie. (AU)

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