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Engajamento político na agricultura urbana: a potência de agir nas hortas comunitárias de São Paulo

Processo: 17/14301-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de novembro de 2017
Vigência (Término): 30 de abril de 2019
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Sociologia - Sociologia Urbana
Pesquisador responsável:Marcos Sorrentino
Beneficiário:André Ruoppolo Biazoti
Instituição-sede: Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba , SP, Brasil
Assunto(s):Agricultura urbana   Hortas   Participação social   São Paulo (SP)

Resumo

Nos últimos anos, a agricultura urbana tem se mostrado uma importante solução para inúmeras questões relativas à promoção da segurança alimentar e nutricional, à erradicação da pobreza e à sustentabilidade de uma forma geral. Recentemente, a cidade de São Paulo tem se destacado por apresentar um processo social inovador de criação e consolidação de hortas comunitárias de forma autônoma e autogestionada pelos cidadãos, utilizando redes sociais para se organizarem e articularem práticas e intervenções de forma ativista. Esse grupos apresentam formas horizontais de organização que se confrontam com as práticas burocratizadas de organização do Estado, gerando conflitos na gestão de espaços públicos e no reconhecimento dessas iniciativas pelo poder público. Apesar da vasta bibliografia acerca da agricultura urbana e periurbana e dado o caráter inovador do processo deflagrado em São Paulo, há uma lacuna de pesquisas e investigações sobre como esses grupos se organizam e o quanto eles contribuem para a democratização da gestão desses espaços públicos, trazendo a discussão sob a ótica do conceito de potência de agir de Espinosa. É de interesse para essa pesquisa investigar se o movimento de hortas comunitárias existente em São Paulo tem contribuído em sua prática para o engajamento do cidadão na construção de políticas públicas e para a democratização da gestão dos espaços públicos da cidade, ampliando as funções das hortas urbanas além do abastecimento e produção de alimentos. Nos diversos encontros e eventos promovidos por esses grupos, é possível considerar que há a construção de capital social e político que trazem mudanças significativas para a gestão territorial local? Os cidadãos, na medida que participam ativamente da produção de seu próprio alimento, mesmo que de forma simbólica, se engajam de forma aprofundada na construção de políticas públicas para as localidades em que atuam? Por meio de uma pesquisa qualitativa, essa pesquisa buscará dar luz a essas questões e contribuir no entendimento do papel das hortas urbanas de São Paulo na gestão territorial urbana. (AU)

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Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
ANDRÉ RUOPPOLO BIAZOTI; VITÓRIA OLIVEIRA P. DE SOUZA LEÃO; RAFAEL JUNQUEIRA BURALLI; THAIS MAUAD. Agricultura urbana no município de São Paulo: considerações sobre produção e comercialização. Estudos avançados, v. 35, n. 101, p. 189-208, Abr. 2021.

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