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Violência obstétrica: violação ao protagonismo e aos direitos da mulher na experiência de parir

Processo: 17/09059-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de novembro de 2017
Vigência (Término): 30 de junho de 2018
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Direito - Direito Público
Pesquisador responsável:Edvânia Ângela de Souza
Beneficiário:Isabela Risso Oliveira
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Humanas e Sociais (FCHS). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Franca. Franca , SP, Brasil
Assunto(s):Parto humanizado   Violência contra a mulher   Direitos da mulher

Resumo

As mulheres são vítimas de diversas formas de violência, uma delas ocorre no âmbito da saúde: a violência obstétrica, que são atos praticados pelos profissionais de saúde no pré-natal, parto e pós-parto, de tratamento desumanizado, de natureza física ou verbal, como ofensas dirigidas à mulher a respeito de sua cor ou classe social, abuso da medicalização, realização de procedimentos sem seu consentimento, etc. A compreensão social a respeito do parto sofreu diversas transformações, passando de um evento considerado como pena atribuída à mulher como consequência do pecado original, a uma forma de violência intrínseca à sua natureza, devendo a mulher ser resgatada desse sofrimento. A medicina emerge então como salvadora da mulher, atribuindo ao corpo feminino a condição de falho, incapaz de parir. À mulher cabe, portanto, um papel secundário, de mera paciente, enquanto o médico assume o protagonismo. A cesariana eletiva surge, então, como uma forma de evitar que as mulheres passem por esse evento traumático, apesar de diversos estudos demonstrarem que ela causa mais danos que benefícios. Como contraponto a esse cenário, surge o movimento pela humanização do parto, que propõe um novo modelo de assistência médica, fundamentado na Medicina Baseada em Evidências e nos direitos da Mulher. Esse estudo visa estudar a ocorrência de violência obstétrica no Brasil, a partir de relatos de mães atendidas na UBS-Leporace, na cidade de Franca/SP, e de mulheres integrantes do grupo Parto com Respeito e Maternidade Ativa em Franca/SP, por meio de entrevistas estruturadas, além de nutrir-se do estudo bibliográfico. (AU)

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