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Mulheres negras e violência a luta pela justiça no Brasil e Estados Unidos

Processo: 17/20268-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de outubro de 2017
Vigência (Término): 31 de agosto de 2018
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Psicologia - Psicologia Social
Convênio/Acordo: University of Texas - Austin
Pesquisador responsável:Alessandro de Oliveira dos Santos
Beneficiário:Bruna Lanzoni Munoz
Instituição-sede: Instituto de Psicologia (IP). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:16/50060-8 - Mulheres negras e violência: a luta pela justiça no Brasil e Estados Unidos, AP.R
Assunto(s):Justiça   Mulheres   Afrodescendentes   Violência   Violência contra a mulher   Estudos de gênero   Impacto psicossocial   Brasil   Estados Unidos   Estudo comparativo

Resumo

O projeto investiga experiências de mulheres negras com a violência no Brasil e Estados Unidos. Nas Américas essa experiência está associada ao racismo. O gênero, a sexualidade, a classe social e a cultura nacional influenciam na maneira como funciona o racismo e a experiência com a violência varia conforme esses fatores. O projeto procura compreender essa complexidade, comparando as experiências de mulheres negras de duas nações que têm sido tradicionalmente consideradas como qualitativamente diferentes em termos de contextos raciais. Quais são as semelhanças e diferenças entre as experiências de mulheres negras nestes dois contextos e o que essas convergências e divergências podem dizer sobre a situação das pessoas de ascendência africana nas Américas? Estamos interessados nos efeitos psicossociais da violência racial e de gênero e suas consequências. Nosso objetivo é descrever a exposição de mulheres negras com a violência e como lidam com esse fenômeno e seus efeitos, identificando suas estratégias pessoais e coletivas de luta por justiça. Para isso, serão acompanhadas mulheres universitárias e moradoras de periferia de São Paulo e Austin. Trata-se de estudo exploratório qualitativo descritivo planejado em quatro etapas. A primeira refere-se ao levantamento e análise de documentos em acervos e centros de documentação de institutos de pesquisa, jornais, tribunais, bibliotecas sobre a população em estudo. A segunda refere-se à revisão sistemática de artigos da área de ciências humanas sobre violência em sua interface com as relações de gênero e raciais. Na terceira etapa será realizada observação de campo e entrevistas qualitativas. Por meio da observação de campo pretende-se levantar informações sobre o contexto social das entrevistadas (os locais onde vivem e trabalham, formas de lazer e sociabilidade e movimentos ou organizações na qual se engajam na luta por justiça). As entrevistas serão realizadas com mulheres negras de São Paulo e Texas de diferentes faixas etárias (jovem, adultas, idosas), escolaridades, condições sociais e locais de moradia, buscando entender as concepções sobre violência e como lidam com esse fenômeno e seus efeitos. Nossa meta é realizar ao menos 80 entrevistas (40 em cada sítio de pesquisa). A quarta etapa da pesquisa refere-se à criação de oportunidades de compartilhar os dados coletados junto à população em estudo. Para isso, serão realizadas 03 oficinas de devolutivas dos resultados do estudo no Estado de São Paulo e 03 oficinas devolutivas no Estado do Texas. Acreditamos que o estudo irá melhorar nossa capacidade como cientistas sociais para analisar dados na perspectiva da interseccionalidade de gênero e raça. Esperamos utilizar os resultados do estudo no desenvolvimento de novas abordagens teóricas e metodológicas na análise social comparativa sobre o racismo em sua interface com gênero, incluindo o desenvolvimento de novos conceitos. (AU)

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