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Papel do ácido graxo linoleico na modulação, in vitro, do processo de angiogênese

Processo: 16/15955-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de março de 2017
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia Geral
Pesquisador responsável:Hosana Gomes Rodrigues
Beneficiário:Jessica Rondoni Silva
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Limeira , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/06810-4 - Mecanismos de ação dos ácidos graxos ômega-3 e ômega-6 no processo de reparo tecidual: enfoque neuro-imunológico, AP.JP
Assunto(s):Fisiologia da pele   Ácido linoleico   Inflamação   Eicosanoides   Angiogênese   Células endoteliais

Resumo

A angiogênese é definida como a formação de novos vasos sanguíneos, a partir de vasos já existentes, e está envolvida em processos fisiológicos e patológicos. A angiogênese é um processo altamente complexo, dinâmico, e regulado em cada estágio por várias moléculas pró e anti-angiogênicas, tais como o fator de crescimento endotelial vascular (VEGF). A ligação VEGF-receptor desencadeia uma cascata de sinalização que culmina com a transcrição de genes envolvidos em processos como proliferação, diferenciação, reorganização de actina e controle da permeabilidade vascular, processos fundamentais para que a angiogênese ocorra. Outro importante modulador da angiogênese é o fator induzido por hipóxia (HIF). HIF é um fator de transcrição, ativado por hipóxia que, quando translocado ao núcleo, induz a expressão de genes como o VEGF, angiopoietina-2, transportador de glicose, que além de participarem da angiogênese, também auxiliam a adaptação do tecido a baixa concentração de oxigênio. Tem sido observado que os ácidos graxos das famílias É-3 e É-6 podem modular o processo angiogênico, pois afetam a migração, a proliferação celular e a formação de tubos, eventos essenciais para a formação de novos vasos. Em estudos anteriores observamos que o ácido graxo linoleico (LA, 18:2 É-6), induziu aumento nas concentrações de VEGF e no número de novos vasos sanguíneos na pele. Sendo assim, o objetivo desse estudo é avaliar os efeitos, in vitro, do LA sobre o processo de angiogênese, e o possível envolvimento das vias do VEGF e do HIF. Para tanto, faremos ensaios de cultura endotelial primária isolada do pulmão de camundongos, para avaliarmos os efeitos do LA sobre os processos de proliferação, migração, espraiamento e formação de tubos na presença e ausência de ativadores/inibidores das vias do VEGF e HIF, avaliando a fosforilação de proteínas-chave, como Akt, p38, Ras e PKC. Analisaremos também a produção de VEGF, MMP-9, TIMP-1 e angiostatina no sobrenadantes das culturas celulares. Para avaliarmos a participação da via do HIF, realizaremos os ensaios em condições de hipóxia (concentração de 1% de oxigênio) e utilizaremos um ativador farmacológico da via, o IOX2, o qual estabiliza HIF, impedindo assim a sua degradação via proteassoma. Realizaremos também ensaios com o modelo Zebrafish, para confirmar e aprofundar os mecanismos de ação pelos quais o LA pode modular a angiogênese. (AU)

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Publicações acadêmicas
(Referências obtidas automaticamente das Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado de São Paulo)
. Ácido graxo linoleico e cicatrização de feridas : enfoque na angiogênese = Linoleic fatty acid and wound healing: focus on angiogenesis. 2019. 49 f. Dissertação de Mestrado - Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Faculdade de Ciências Aplicadas.

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